SÃO PAULO (SP) — O pastor Silas Malafaia cumpriu a promessa de proferir um dos discursos mais duros de sua trajetória política contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A manifestação ocorreu na tarde da desta segunda-feira, 7 de setembro, na Avenida Paulista, reunindo milhares de apoiadores do campo conservador durante as celebrações do Dia da Independência.
Contestação a documento e defesa de André Mendonça
Durante seu pronunciamento do alto do trio elétrico, Malafaia questionou a validade do relatório atribuído a Moraes para acusar o ministro André Mendonça de irregularidades no trâmite de inquéritos.
O religioso classificou o arquivo de “apócrifo” e sem respaldo técnico da Polícia Federal. “O ministro Alexandre de Moraes pega um documento apócrifo, sem valor, sem cabeçalho e sem assinatura de delegado […] E para sair da lama em que está envolvido, ele acusa André Mendonça”, declarou o pastor perante a multidão.
O líder eclesial também voltou a atacar o contrato de R$ 108 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, afirmando que a cifra representaria “compra de poder e influência”.
Paralelo com penas do 8 de Janeiro e o Cenário de 2026
As declarações de Malafaia repercutem amplamente no Congresso Nacional e no meio jurídico. Em outro trecho do discurso, o pastor estabeleceu uma comparação entre o rigor aplicado a manifestantes condenados pelos atos de 2023 — citando o caso de Débora dos Santos (“Débora do Batom”) — e a divulgação das trocas de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro e contatos atribuídos ao ministro do STF. “Se ele diz que Débora é criminosa e pegou 14 anos de cadeia por mensagens secretas, o que é Alexandre de Moraes? Ele está falando dele mesmo”, concluiu.
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