O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) experimentou uma sequência indigesta em maio de 2026. Dias após se ajoelhar no altar da ADVEC para receber uma oração do pastor Silas Malafaia em um culto de Santa Ceia, o político virou alvo de duas operações da Polícia Federal (PF).
O episódio alimenta uma conhecida ironia de bastidores sobre o destino judicial de líderes abençoados pelo religioso.
A blindagem espiritual não conteve o avanço dos mandados judiciais. Em 15/05/2026, Castro foi alvo da Operação Sem Refino, que apura fraudes no setor de combustíveis.
Pouco depois, em 26/05/2026, a PF deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, com buscas na cobertura do ex-governador na Barra da Tijuca.
A investigação foca no direcionamento suspeito de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
A defesa de Cláudio Castro nega irregularidades e sustenta que as agendas com o controlador do banco foram estritamente institucionais e de networking, sem qualquer recebimento de benefício pessoal.
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