Pastor

Casal de pastores vira alvo de operação contra fraude no Mercado Livre

Polícia Civil de São Paulo apura suposta fraude com chargeback; quatro pessoas foram presas até o momento, entre elas um pastor.

Por Izael Nascimento • Publicado em 09/06/2026 às 10h36
Policial civil aparece de costas durante operação em imagem ilustrativa sobre ação policial
Policial civil durante ação operacional. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 09/06/2026, a Operação Chargeback para investigar um grupo suspeito de aplicar golpes contra o Mercado Livre e o Mercado Pago. Entre os alvos está um casal de pastores.

Segundo a investigação, quatro pessoas foram presas até o momento, incluindo um pastor. A Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul.

Como funcionava a suspeita de fraude

De acordo com a apuração policial, o grupo explorava o mecanismo conhecido como chargeback, usado quando uma compra feita com cartão é contestada pelo cliente.

A suspeita é que integrantes da organização geravam links de pagamento e enviavam esses links para comparsas. Após o pagamento, os valores eram rapidamente transferidos para contas de terceiros, dificultando o rastreamento.

Depois, os próprios compradores contestavam as transações junto às operadoras de cartão, alegando irregularidade na cobrança. Com o estorno, a plataforma ficava com o prejuízo.

Prejuízo passa de R$ 263 mil

Somente em dezembro de 2024, os investigadores identificaram 27 operações consideradas fraudulentas, com prejuízo confirmado de R$ 263.512,82. A Polícia Civil apura se a movimentação real do grupo foi maior.

A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, ligada à Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic. Os investigados podem responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros crimes que forem identificados no decorrer do inquérito.

Policiais também fizeram buscas em uma igreja durante a ação. Até a última atualização, não havia informação pública sobre manifestação das defesas dos investigados.

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