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Pastor afirma que governo Lula busca “se infiltrar” nas igrejas evangélicas

Preletor afirmou que a atuação de esquerda busca alterar gradualmente a interpretação de princípios bíblicos

Por Caio Rangel • Publicado em 26/08/2026 às 08h48
Pastor Carlos Cardoso participa de entrevista em podcast cristão falando ao microfone durante conversa sobre temas bíblicos e escatologia
Pastor Carlos Cardoso durante participação em podcast cristão comentando temas bíblicos e atuais. (Foto: Reprodução/YouTube)

SÃO PAULO (SP) — As dinâmicas do debate político-religioso no Brasil ganharam novos contornos com as declarações proferidas pelo pastor e analista geopolítico Carlos Cardozo em participação no Eu Acredito Podcast.

Na entrevista, o religioso fez um alerta formal aos líderes eclesiásticos do país ao sustentar a tese de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e partidos alinhados à esquerda não possuem a intenção de fechar templos, mas sim de promover uma “infiltração” ideológica nas estruturas das congregações evangélicas.

A tese da infiltração e o ministério infantil

Durante a transmissão, Cardozo detalhou o mecanismo pelo qual esse movimento supostamente ocorreria, apontando a ocupação de postos estratégicos como a liderança de departamentos infantis, os quadros de obreiros e o próprio altar.

“Eles não querem fechar a igreja. A ideia é se infiltrar na igreja. E já conseguiram […] Chega uma pedagoga lá, do nada começa a congregar. Do nada o pastor já levanta ela pro ministério infantil. E aí ela já vem com uma mentalidade, muitas das vezes, infiltrada para modificar o pensamento aos poucos”, declarou o analista.

De acordo com o pastor, o processo gradual visaria alterar o entendimento de doutrinas tradicionais e influenciar o posicionamento político de membros e lideranças comunitárias. “Desde o altar, obreiros, pastores, a gente tem muita gente que foi infiltrada para que haja ali então uma mudança de pensamento”, completou.

Readequação de narrativas no pleito de 2026

A emergência dessa teoria é analisada por sociólogos e cientistas políticos como uma readequação discursiva do ecossistema conservador diante do cenário eleitoral.

Após o cumprimento de quase quatro anos do mandato presidencial sem o registro de restrições ao funcionamento de entidades eclesiásticas — alegação recorrente em campanhas anteriores —, a narrativa migrou para o conceito de disputa cultural interna nos templos.

Por sua vez, representantes de legendas governistas e do Setorial Inter-religioso do PT reiteram que a estratégia do partido limita-se à criação de comitês populares comunitários fora dos edifícios religiosos, em estrito cumprimento da legislação eleitoral.

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