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Pastor cobra disciplina de músicos e diz que talento não basta

Líder da Assembleia de Deus em Goiânia utiliza exemplo de jogadores profissionais para combater o desleixo técnico e espiritual de cantores e instrumentistas

Por Caio Rangel • Publicado em 31/03/2026 às 09h06 • Atualizado em 31/03/2026 às 09h11
Bispo Oídes pregando com microfone em mãos durante ministração
Bispo Oídes durante ministração. (Foto: Reprodução)

GOIÂNIA (GO) — O bispo Oídes José do Carmo, presidente da Assembleia de Deus Ministério Campinas (Goiânia), utilizou uma de suas recentes ministrações para enviar um recado direto aos músicos e cantores evangélicos.

Com foco na disciplina e na entrega, o líder religioso destacou que o talento natural não substitui a necessidade de preparação técnica e espiritual, criticando a autoconfiança excessiva de alguns artistas cristãos.

Para ilustrar sua tese, o bispo traçou um paralelo com o futebol profissional. Segundo Oídes, se atletas de elite como Neymar, que possuem talento nato, são obrigados a treinar fundamentos básicos diariamente, o músico cristão não pode se dar ao luxo de negligenciar o ensaio.

“O cara nasceu com talento, mas todo dia tem que ir para o campo treinar bater uma falta, um pênalti. Nunca venha cantar sem ensaiar”, enfatizou.

Excelência como Sacrifício

O líder da AD Campinas reforçou que a adoração não deve ser encarada apenas como um momento de “performance”, mas como um sacrifício de excelência oferecido a Deus.

Ele alertou que o sucesso de uma apresentação passada não garante a unção ou a qualidade da próxima. “Você cantou bonito ontem? Amanhã não confie nisso não. Ore a Deus e busque melhorar sua performance”, orientou o pastor, associando a busca pela perfeição técnica ao temor ao Senhor.

A fala do bispo repercute em um momento onde o segmento gospel em Goiás — estado que exporta grandes talentos musicais — vive uma profissionalização intensa.

Oídes José do Carmo defende que, se a música é para Deus, ela exige mais dedicação do que qualquer carreira secular. A exortação serve como um freio à “soberba técnica” que por vezes se instala nos bastidores das grandes congregações.

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