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Pastor defende batismo para casais em união estável sem casamento civil

Líder da Igreja do Porto de Cristo defende que a Bíblia não exige certidão de casamento para a prática da fé

Por Caio Rangel • Publicado em 06/05/2026 às 10h18
Pastor Sandro Rocha pregando em púlpito enquanto segura microfone e levanta a mão.
Pastor Sandro Rocha durante ministração em igreja. (Foto: Reprodução)

GUARAMIRIM (SC) — O pastor Sandro Rocha, presidente da Igreja do Porto de Cristo e conhecido por suas opiniões contundentes, voltou a incendiar as redes sociais com uma declaração sobre a natureza do matrimônio.

Em um vídeo recente, Rocha defendeu que o casamento formal, com celebração religiosa e registro em cartório, é uma construção cultural ocidental e não uma doutrina bíblica, defendendo que pessoas em união estável não deveriam ser impedidas de se batizar ou participar da Santa Ceia.

Adão, Eva e a “Certidão de Casamento”

Para sustentar seu argumento, o pastor recorreu às figuras bíblicas originais. “Onde está a certidão de casamento de José e Maria? Apresenta pra mim onde na Bíblia Adão e Eva foram no cartório lavrar a escritura”, questionou de forma irônica.

Segundo Sandro Rocha, a igreja moderna comete uma “maldade” ao excluir fiéis que vivem maritalmente sob o pretexto de estarem em pecado por falta de um papel oficial, algo que, segundo ele, não existia nos tempos bíblicos.

O Sapato de Boaz e o Costume Ocidental

Rocha citou o exemplo bíblico de Boaz e Rute, destacando que o acordo matrimonial foi selado com a entrega de um sapato, conforme o costume da época. Ele argumentou que as igrejas impõem fardos que não estão nas Escrituras. “Esse negócio de vir na igreja, casar o pastor, o padre, isso é uma coisa nossa, do nosso costume. Isso não existia na época de Jesus”, disparou.

O pastor ressaltou que é casado há 35 anos, mas que sua experiência pessoal não o cega para o que ele considera imposições heréticas sobre a congregação.

A fala de Sandro Rocha toca em uma ferida aberta no meio evangélico: a burocratização da fé. Enquanto líderes conservadores veem na cerimônia civil e religiosa uma proteção à família, Rocha propõe um retorno ao que chama de essência bíblica, em que o compromisso mútuo entre o casal seria soberano sobre a formalidade jurídica. O debate segue dividindo opiniões entre teólogos e membros de diversas denominações.

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