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Pastor admite surra em filho de 10 anos durante pregação; “Melhor eu bater”

Durante culto na Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, o pastor Edson Cursino detalhou castigos físicos com vara e afirmou ter batido no filho para impedir denúncia policial.

Por Izael Nascimento • Publicado em 24/01/2026 às 11h30
pastor Edson Cursino prega em púlpito da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté durante culto com líderes sentados ao fundo
Pastor Edson Cursino, da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, durante pregação em culto. (Foto: Reprodução)

BRASIL — O pastor Edson Cursino, da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, admitiu publicamente durante um culto ter agredido o filho de 10 anos com uma vara após a criança ameaçar denunciá-lo à polícia por castigos físicos.

As declarações, que ganharam repercussão neste sábado (24/01/2026), configuram crime de maus-tratos e violação da Lei 13.010/2014, a Lei Menino Bernardo.

Em vídeo gravado durante pregação, Edson Cursino relatou que utiliza o medo como ferramenta de educação com o filho caçula.

O pastor afirmou que a criança de 10 anos tentou evitar as agressões usando três calças simultaneamente para amortecer o impacto da “varinha de amora” usada pelo pai.

O momento de maior gravidade ocorre quando o pastor narra a reação do filho a uma orientação escolar. A criança afirmou que ligaria para a polícia, conforme instruído por uma professora, caso fosse agredida.

O pastor confessou que, diante da ameaça de denúncia, bateu novamente no filho para “gerar temor”.

Por que as falas do pastor configuram crime?

A legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), proíbe o uso de castigos físicos, tratamento cruel ou degradante como forma de correção ou educação.

A fala de Edson Cursino admite o uso da força física para causar dor e o silenciamento de uma possível denúncia às autoridades.

Juristas apontam que a confissão se enquadra no crime de maus-tratos (Artigo 136 do Código Penal), agravado pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos e estar sob a autoridade do agressor.

Além disso, impedir uma criança de buscar auxílio policial viola direitos fundamentais de proteção integral.

Como denunciar casos de maus-tratos contra crianças?

Mesmo em contextos religiosos, a lei brasileira é soberana. Nenhuma instituição tem autoridade para autorizar ou validar castigos físicos. Em 24/01/2026, as autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima e segura:

  • Disque 100: Principal canal para violações de direitos humanos no Brasil.
  • Conselho Tutelar: Deve ser acionado para medidas protetivas imediatas à criança.
  • Polícia Civil: Através da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DCCCA) para abertura de inquérito criminal.

A conduta do pastor Edson Cursino poderá ser alvo de investigação pelo Ministério Público, que utiliza o vídeo da pregação como prova documental da confissão de agressão.

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