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Pastor Elias Cardoso afirma que terremoto na Venezuela foi profetizado na AD Perus

Religioso defende a precisão de relatos de sua congregação e reforça recomendações doutrinárias

Por Caio Rangel • Publicado em 29/06/2026 às 10h27
O pastor Elias Cardoso ministra segurando um microfone e gesticulando durante uma conferência em uma igreja.
Pastor Elias Cardoso durante ministração em uma conferência realizada em ambiente religioso. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O pastor Elias Cardoso, presidente da Assembleia de Deus Ministério de Perus (AD Perus), posicionou-se publicamente acerca dos eventos sísmicos recentes observados no território da Venezuela.

Durante ministração na sede da denominação na capital paulista, o líder evangélico declarou que o abalo de terra foi objeto de uma manifestação do altar de sua igreja por intermédio da missionária Cristina Maranhão, conhecida no meio eclesiástico por declarações voltadas a desastres naturais e fenômenos climáticos.

Crítica a Previsões Esportivas e Foco Institucional

Em sua fala, Elias Cardoso estabeleceu uma clara distinção entre as comunicações de caráter institucional da igreja e as correntes atuais de pregadores que utilizam as redes sociais para palpites de entretenimento.

O ministro criticou a proliferação de declarações acerca de resultados da Copa do Mundo de 2026 e competições automobilísticas. “Deus não fala qual é o time que vai ser campeão. Deus está preocupado com a noiva do Cordeiro em manter as vestes brancas”, argumentou o pastor, defendendo a gravidade das funções eclesiásticas.

Ciência Reguladora e Alertas de Costumes

O presidente da AD Perus pontuou que o tremor de terra na Venezuela surpreendeu os centros meteorológicos e as estações científicas internacionais de monitoramento de abalos sismológicos, os quais não emitiram relatórios de evacuação na véspera do ocorrido.

Na extensão de seu pronunciamento, o pastor utilizou a situação para direcionar recomendações de conduta para as famílias da congregação, desaconselhando a participação de membros em festividades juninas ou eventos de rua com sonorizações tradicionais de matrizes externas, reforçando a soberania teológica sobre o ambiente doméstico.

A manifestação do pastor Elias Cardoso expõe a persistência das correntes mais tradicionais da Assembleia de Deus em manter a centralidade do púlpito voltada para exortações morais e profecias escatológicas, rejeitando a modernização do discurso religioso voltado ao mercado de massas. A AD Perus permanece como um dos polos de resistência doutrinária na Grande São Paulo.

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