Descrição do anúncio
           
Pastor

Pastor João Caetano afirma que “casa que fala de pastor atrai maldição aos filhos”

Líder da AD Semear em Cristo (GO) afirmou em treinamento que críticas a sacerdotes atraem consequências espirituais para a família

Por Caio Rangel • Publicado em 05/08/2026 às 10h23
Pastor João Caetano prega segurando um microfone durante culto em igreja evangélica, usando terno xadrez e gravata vermelha.
O pastor João Caetano ministra uma mensagem durante culto em igreja evangélica. (Foto: Reprodução/YouTube)

GOIÂNIA (GO) — O pastor João Caetano, presidente da igreja Assembleia de Deus Semear em Cristo, localizada no estado de Goiás, provocou intensa repercussão nas redes sociais após a veiculação de um trecho de um treinamento direcionado a líderes e obreiros.

Na gravação, divulgada em seus canais oficiais com o título “Cuidado! Toda casa que toca em pastor termina destruída”, o religioso sustenta que comentários críticos ou difamatórios contra pastores atraem consequências espirituais severas para a estrutura familiar.

Conceito de Honra e Alerta de Consequências Espirituais

Durante a instrução para a liderança, João Caetano enfatizou a necessidade de preservar a imagem dos ministros do altar, independentemente de discordâncias ou mudanças de congregação.

“Nenhuma casa que fala de pastor prospera. E toda casa que fala de pastor, o Céu visita com maldição os filhos […] Não deixe denegrir, não deixe falar. Fica na tua, deixa Deus tratar para lá”, declarou ele, orientando os fiéis a não participarem de conversas relativas à conduta de sacerdotes.

O líder evangélico ponderou que o desligamento ou a mudança de membros para outras regiões é um processo natural da rotina eclesiástica, mas ressaltou que a postura de respeito aos pastores deve ser mantida de forma irrestrita.

Para ele, a disciplina de eventuais desvios de conduta ministerial cabe exclusivamente à esfera divina, devendo a membresia abster-se de julgamentos.

Divergências Teológicas sobre Autoridade e Prestação de Contas

O posicionamento do pastor João Caetano reacende o debate no meio protestante sobre a interpretação do princípio de “não tocar nos ungidos” (comumente associado ao texto de 1 Crônicas 16:22).

Enquanto correntes tradicionais e neopentecostais defendem a proteção estrita à figura do pastor para preservar a ordem eclesial, teólogos de vertente reformada apontam que a liderança cristã deve estar sujeita ao escrutínio ético e à prestação de contas transparente, conforme as orientações paulinas das cartas pastorais do Novo Testamento.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br.



Logo Fuxico Gospel

DIGITE SUA BUSCA

Este site utiliza cookies essenciais para garantir o funcionamento adequado. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.