O pastor Juliano Fraga tornou-se alvo de intensa repercussão nas redes sociais após a divulgação de trechos de sua pregação durante a UMADEB 2026 (União da Mocidade da Assembleia de Deus de Brasília).
O conteúdo viralizou por trazer declarações consideradas ofensivas ao público LGBTQIA+, especialmente no que se refere à forma de falar, vestir e se expressar de homens dentro do ambiente religioso.
Na gravação, Fraga adota um tom confrontacional ao afirmar que determinados comportamentos não seriam compatíveis com a fé cristã defendida por ele.
O pregador sustenta que o Evangelho não aceita as pessoas “como elas são”, mas exige transformação, reforçando uma visão rígida sobre identidade de gênero e papéis masculinos e femininos.
Em sua fala, ele também relativiza possíveis consequências legais, afirmando que estaria disposto a enfrentar punições por defender o que considera “a verdade”.
As declarações rapidamente geraram reações polarizadas. Enquanto parte do público evangélico apoiou o discurso, defendendo-o como fidelidade aos princípios bíblicos, outra parcela acusou o pastor de promover preconceito e incitação à discriminação, reacendendo o debate sobre os limites entre liberdade religiosa e discurso de ódio.
O episódio trouxe à memória um caso semelhante ocorrido na própria UMADEB, em 2023. Na ocasião, o pastor norte-americano David Eldridge foi indiciado por homofobia após uma ministração transmitida ao vivo, na qual associou a homossexualidade à condenação espiritual, utilizando linguagem considerada ofensiva e ameaçadora. O caso ganhou repercussão nacional e resultou em investigação por parte das autoridades.
A semelhança entre os discursos — tanto no conteúdo quanto no tom — fez com que internautas apontassem uma repetição de narrativas que já haviam provocado consequências jurídicas no passado.
Especialistas em religião e direitos humanos observam que esses episódios evidenciam uma tensão crescente dentro do meio evangélico brasileiro, especialmente em grandes eventos de juventude, onde discursos mais duros acabam amplificados pelas redes sociais.
O novo caso envolvendo Juliano Fraga reforça a discussão sobre responsabilidade de lideranças religiosas em ambientes públicos e digitais, além de levantar questionamentos sobre como denominações históricas lidarão, daqui para frente, com discursos que podem ultrapassar o campo doutrinário e alcançar a esfera legal e social.
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