TIRIRICAL (MA) — O pastor Osiel Gomes, liderança histórica da Assembleia de Deus no Maranhão, reacendeu o debate sobre o papel feminino na igreja ao defender uma revisão honesta de práticas tradicionais.
Durante entrevista concedida ao portal Assembleianos, nas celebrações do centenário da denominação em Viana–MA, o pregador afirmou que barreiras impostas às mulheres ao longo das décadas tiveram mais raiz cultural do que fundamento bíblico.
Revisão teológica e autocrítica
Segundo Osiel Gomes, a leitura atenta das Escrituras demonstra que a participação feminina no ministério possui respaldo bíblico.
O pastor citou Romanos 16, onde o apóstolo Paulo reconhece colaboradoras fundamentais na expansão da igreja primitiva, como evidência de que mulheres exerceram funções relevantes no Novo Testamento.
O líder assembleiano reconheceu que, no passado, também sustentou posições rígidas sobre o tema. No entanto, afirmou que o aprofundamento teológico e a análise histórica o levaram a reconsiderar antigas convicções.
Para ele, muitas restrições adotadas por convenções eclesiásticas refletiram contextos socioculturais específicos, e não necessariamente princípios eternos do Evangelho.
Osiel destacou que a igreja precisa ter maturidade para corrigir excessos e ajustar práticas quando percebe que determinadas tradições não encontram sustentação clara na Bíblia. Em sua avaliação, humildade institucional é sinal de fidelidade espiritual.
Formação da nova geração
Além do tema da liderança feminina, o pastor também compartilhou orientações aos jovens que desejam ingressar no ministério. Ele enfatizou três pilares essenciais: compromisso pessoal com Deus, dedicação à oração e à Palavra, e disciplina no estudo teológico.
Para Osiel Gomes, a base ministerial sólida nasce do relacionamento íntimo com Deus, inspirado em referências bíblicas como Timóteo. Ele ressaltou ainda a importância da leitura de bons materiais expositivos e devocionais como ferramenta de crescimento espiritual e amadurecimento pastoral.
O posicionamento do líder maranhense ocorre em um momento em que igrejas pentecostais brasileiras revisitam temas históricos à luz das novas gerações, sinalizando uma tensão constante entre tradição denominacional e atualização pastoral.
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