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Pastor Osiel Gomes condena ‘batuque’ nas igrejas: ‘Chamamento de demônio’

Líder da AD Tirirical utiliza fala de ex-praticante de magia negra para sustentar crítica ao uso de ritmos percussivos durante o louvor

Por Caio Rangel • Publicado em 30/04/2026 às 09h04
Pastor Osiel Gomes pregando com microfone em evento religioso, usando terno cinza.
Osiel Gomes durante ministração em evento religioso. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS (MA)— O pastor Osiel Gomes, uma das vozes mais respeitadas do ensino bíblico no Maranhão e líder da Assembleia de Deus em Tirirical, tornou-se o centro de um intenso debate teológico e litúrgico nesta semana.

Em um vídeo que circula amplamente nas redes sociais, o pastor faz uma crítica severa à introdução de ritmos percussivos complexos, que ele denomina como “batuque”, dentro das igrejas pentecostais brasileiras — elementos que têm se tornado comuns em estilos como os “corinhos de fogo” e em congregações do movimento “reteté”.

O “Chamamento” e a Identidade Pentecostal

Durante a ministração, Osiel Gomes afirmou que certos ritmos executados na bateria de igrejas evangélicas assemelham-se a rituais de religiões de matriz africana. “Tem um batuque, irmão, que não é nosso; tem um batuque que é chamamento de demônio”, disparou o pastor.

Ele argumentou que fiéis têm manifestado comportamentos físicos que lembram a “abertura de sessão”, sugerindo uma contaminação espiritual através da sonoridade e da síncope rítmica.

Referência à Magia Negra e Doutrina

O ponto mais controverso da pregação foi quando o pastor citou o testemunho de uma pessoa vinda da magia negra, que teria afirmado que muitas igrejas atuais estão utilizando “o nosso batuque”.

Para Gomes, a Igreja está perdendo sua sensibilidade espiritual ao trocar a adoração clássica por ritmos que, em sua visão, servem para “perturbar” em vez de edificar. “Isso não é pra crente. Sabiam dessa?”, questionou aos fiéis presentes.

A fala de Osiel Gomes expõe a tensão crescente entre a tradição assembleiana e a influência do afro-gospel e ritmos populares no louvor.

Enquanto críticos apontam um possível preconceito religioso nas declarações, defensores do pastor sustentam que ele está protegendo a “Doutrina e Bons Costumes” da denominação contra o que chama de sincretismo estético.

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