Toledo, PR — O clima nos bastidores da Assembleia de Deus continua inflamado após a histórica pregação da pastora Helena Raquel no Congresso dos Gideões 2026.
Durante o culto de Dia das Mães na AD Toledo, o pastor Perci Fontoura, presidente da Assembleia de Deus no Paraná (CIEADEP), usou o púlpito para criticar duramente a repercussão do discurso e os dados de violência doméstica citados pela pastora, chegando a usar a expressão “Satanás do inferno” ao demonstrar sua indignação.
Embora tenha pontuado que admira Helena Raquel “em tese”, Fontoura rejeitou categoricamente a narrativa de que as igrejas evangélicas acobertam agressores.
Para o líder paranaense, a exposição pública do problema acaba atingindo a reputação institucional da igreja e dos próprios líderes religiosos.
“Nós não podemos ser inimigos nossos. As pessoas pensam que estão fazendo uma grande coisa e estão fazendo uma devassa. Os maiores agentes de Deus na Terra são os pastores. Eu disse pastor. Que recupera, através da palavra e do conselho, pessoas que eram a escória da sociedade”, disparou o presidente da Convenção.
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Defesa das famílias e rejeição de estatísticas
No altar, o pastor realizou uma dinâmica com as mulheres casadas presentes na igreja, questionando se elas eram felizes e se sofriam agressões físicas ou ameaças em casa.
Diante dos clamores positivos da congregação, Perci Fontoura utilizou o momento para contestar os indicadores de violência doméstica no meio cristão.
“Para denegrir meu irmão, Satanás do inferno. As nossas mulheres são abençoadas. Pode ter aqui, ali, quem sabe algum herege que não tem juízo, que espanca sua mulher? Mas eu até perdi de vista, porque olha que eu ando, meu irmão. E outra coisa, não fica no nosso meio. Eu escuto tudo, né? Tem uns que batem palma porque são ruins também, mas eu não bato palmas para isso não”, declarou.
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