A morte do pastor João Nicolau Gonçalves, de 45 anos, abalou a comunidade adventista e voluntários que atuavam na região atingida pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu–PR. O líder religioso perdeu a vida na última sexta-feira (14) em um acidente registrado na BR-277, em Palmeira, enquanto retornava de uma missão humanitária no município castigado pelo desastre natural no início do mês.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu pouco antes do meio-dia, no km 197 da rodovia, e envolveu três veículos: um Honda HR-V, um Volkswagen Saveiro e o Nissan Versa dirigido pelo pastor. A PRF informou que as colisões foram do tipo frontal, seguida de impacto lateral, o que intensificou a gravidade da ocorrência.
João Nicolau morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. Ele havia acabado de concluir mais um dia de atividades voluntárias, atuando na assistência às famílias que perderam casas e bens após o violento tornado do dia 7 de novembro. O religioso estava à frente das ações de apoio e reconstrução promovidas pela Igreja Adventista na região.
No Honda HR-V, conduzido por um motorista de 72 anos, o impacto deixou o condutor com ferimentos leves. As duas passageiras, no entanto, sofreram lesões graves e foram encaminhadas ao Hospital de Palmeira. Já o motorista da Saveiro, de 27 anos, saiu ileso e testou negativo para consumo de álcool.
A notícia da morte rapidamente mobilizou a liderança da Igreja Adventista. Em nota, a Associação Central Paranaense (ACP) lamentou profundamente a perda e destacou a atuação exemplar do pastor. Ele exercia funções de liderança nos departamentos de Ministério Pessoal, Escola Sabatina e Ação Solidária Adventista (ASA), coordenando projetos sociais e motivando voluntários em todo o estado.
Segundo a ACP, João Nicolau estava envolvido diretamente na reconstrução de residências e na assistência emergencial às vítimas do tornado. “Seu último gesto em vida foi servir. Ele se dedicava integralmente ao cuidado das pessoas e ao socorro em momentos de dor. Sua trajetória deixa um legado de abnegação, fé e amor ao próximo”, declarou a entidade.
Natural de Joinville–SC, o pastor deixa sua esposa e duas filhas. Para a igreja e para os voluntários com quem atuou, sua morte representa a partida de um líder que viveu a própria mensagem que pregava: servir até o fim.