BELÉM (PA)- Menos de três dias após sua remoção dramática da Assembleia de Deus Doca, o pastor Marcelo Campelo anunciou a criação de sua própria igreja. A decisão é uma resposta direta à destituição assinada pelo pastor Samuel Câmara, presidente da CADB, em um dos maiores rachas ministeriais da história recente do Pará.
O surgimento de um novo ministério
O anúncio foi feito via redes sociais e já mobiliza centenas de fiéis que abandonaram a AD Doca em protesto na última semana. Campelo, que alegou “perseguição política”, decidiu não recorrer judicialmente pela liderança da antiga congregação, optando pela abertura de uma nova frente ministerial que se chamará “Casinha Church”.
A crise começou quando o pastor questionou publicamente o aluguel do Centro de Convenções Centenário por R$ 2 milhões para a COP30. Conforme publicado em seus vídeos recentes, Campelo defende que a “liberdade ministerial e a transparência financeira” serão os pilares da nova denominação.
O racha na Assembleia de Deus em Belém ocorre logo após a polêmica da COP30. A saída de Campelo e a criação de uma nova igreja enfraquecem a hegemonia da CADB na capital paraense em um momento onde o governo federal e organismos internacionais buscam interlocutores religiosos estáveis na região. O controle sobre o patrimônio bilionário da igreja em Belém segue no centro da disputa.
- Movimentação: Membros da AD Doca sinalizam migração em massa para o novo ministério.
- Pauta Financeira: A prestação de contas dos R$ 2 milhões da COP30 continua sendo exigida por grupos de fiéis.
- Resposta da CADB: A convenção mantém o discurso de que a troca foi um “ajuste administrativo necessário”.
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