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Pastor Tassos Lycurgo gera polêmica ao acusar esquerda de apoiar “mutilação infantil”

Preletor usou espaço na Arena MRV para discursar contra pautas progressistas e criticar a escolha partidária de fiéis

Por Caio Rangel • Publicado em 24/08/2026 às 10h37
Pastor Tassos Lycurgo canta ao microfone durante apresentação em evento
Pastor Tassos Lycurgo durante apresentação em evento. (Foto: Reprodução)

BELO HORIZONTE (MG) — A quarta edição do Ore Comigo Music Festival, realizada no último sábado, 22 de agosto de 2026, na Arena MRV, em Belo Horizonte, foi marcada por uma intensa polêmica motivada pelo pronunciamento do pastor, advogado e teólogo Tassos Lycurgo.

Conhecido por sua atuação na defesa da apologética cristã e no confronto intelectual com o ateísmo em plataformas digitais, o religioso utilizou seu tempo no palco do evento para proferir um discurso com teor político e ideológico.

Críticas a partidos progressistas e declarações no palco

Em um trecho da ministração que circulou amplamente nas redes sociais, Tassos Lycurgo abordou diretamente a conduta de eleitores cristãos na escolha de representantes e partidos políticos, fazendo duras críticas às pautas associadas ao campo progressista e de esquerda.

O preletor afirmou que o voto em determinadas legendas contraria os princípios da fé evangélica.

“Crente não vota em partidos que são a favor do LGBT. Crente não vota a favor de partidos que são a favor do aborto […] Crente não faz assassinato intrauterino e não vota em partido que quer amputar o p3nis da criança com nove e dez anos de idade. Crente é aquele que fala pro mundo o que o mundo precisa ouvir […] Crente se posiciona a favor da vida desde o ventre, desde a concepção. Isso é o evangelho simples”, declarou o pastor perante o público presente no estádio.

Repercussão e contexto de ano eleitoral

A manifestação do teólogo em um dos maiores festivais de música gospel do país reacende discussões sobre o papel de líderes religiosos na orientação do voto e os limites da propaganda político-partidária em eventos de massa.

Enquanto apoiadores defenderam a fala como um posicionamento em prol de valores morais e da família tradicional, críticos e internautas apontaram a veiculação de acusações genéricas e a partidarização do altar eclesiástico.

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