RIO DE JANEIRO (RJ) — O debate sobre a participação de igrejas no Carnaval ganhou um novo capítulo após o resgate de uma declaração incisiva do Pastor William Lourenço Braga.
Conhecido historicamente no mundo do samba como “Lilico”, ex-mestre-sala da Estação Primeira de Mangueira, o agora líder religioso sinaliza uma postura rígida contra a adaptação do Evangelho aos ritmos da folia durante sua participação no podcast PodCrê.
William afirma que a organização de blocos carnavalescos por igrejas, ainda que com a intenção de evangelizar, é uma estratégia equivocada.
O pastor acredita que a utilização de elementos típicos como samba, batuques e instrumentos de percussão não é apropriada dentro da fé cristã. “A intenção pode ser levar jesus, mas o meio compromete a mensagem”, escreve o ex-mestre-sala ao analisar a prática de grupos que saem às ruas durante os festejos.
Após sua conversão, William afirmou que passou a enxergar as manifestações culturais do Carnaval sob uma ótica espiritual distinta.
Ele afirma que muitos dos ritmos e práticas possuem origens que não condizem com os princípios do Evangelho. O pastor diz que tentar “batizar” o samba para uso eclesiástico pode gerar o que ele define como uma perigosa “confusão espiritual” para os fiéis.
Atualmente pastoreando na Igreja Batista Nacional Monte Hermom, em Vigário Geral, William afirma categoricamente não sentir falta da vida na Sapucaí.
O líder religioso destacou que, ao contrário do senso comum, não acredita que o Carnaval seja importante para a cultura brasileira. Para ele, a identidade nacional não deve ser pautada por uma festa que, em sua visão, se opõe aos valores do Reino de Deus.
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