Pastor

Por que Malafaia não visitou Bolsonaro em 100 dias

Porque está proibido de manter contato com Jair Bolsonaro por decisão do ministro Alexandre de Moraes

Por Izael Nascimento • Publicado em 12/11/2025 às 10h18
Malafaia e Bolsonaro (Reprodução)

Silas Malafaia não visitou Jair Bolsonaro porque está proibido de manter contato com o ex-presidente desde 20 de agosto, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida cautelar inclui vedação de comunicação com investigados do caso, entre eles o próprio Bolsonaro, e segue válida enquanto perdurarem as condições impostas pela Corte.

Pelo mesmo conjunto de decisões, o pastor teve passaporte cancelado, foi alvo de busca e apreensão e ficou impedido de deixar o país. As ordens constam em comunicações oficiais e em notas da imprensa nacional que acompanharam a operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com regras rígidas para entradas e saídas de pessoas. A decisão que impôs a medida determinou que só podem acessar a residência visitantes previamente autorizados pelo STF, além dos advogados regularmente constituídos. Ao longo das semanas, Moraes publicou despachos delimitando janelas de horário e exigindo vistorias de veículos e identificação dos visitantes.

Nesse contexto, pedidos de políticos e de perfis religiosos foram analisados caso a caso. Em setembro, a Corte autorizou encontros religiosos periódicos, mas com lista fechada de participantes e restrições para evitar desvio de finalidade. Em outra decisão, Moraes barrou a inclusão do bispo Robson Rodovalho no “grupo de oração”, entendendo que o formato não poderia servir como atalho para visitas individuais.

Mais adiante, em 23/10, um novo despacho liberou quatro visitas individuais em dias específicos: o ministro do TCU Jorge Oliveira, o deputado Alfredo Gaspar, o senador Rogério Marinho e o bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra. No cronograma divulgado pela imprensa, Rodovalho foi agendado para 30/10, dentro da janela de 9h às 18h. Ou seja, entre dirigentes de igreja, ele foi o único com autorização nominal para visita individual na residência do ex-presidente.

No caso de Malafaia, a vedação é anterior e mais ampla: além de proibi-lo de sair do país e de impor apreensões, Moraes proibiu que o pastor mantivesse contato com Bolsonaro e outros investigados, como o deputado Eduardo Bolsonaro. Enquanto essa cautelar estiver vigente, qualquer tentativa de encontro configuraria descumprimento de ordem judicial.

Ao longo do período, a imprensa registrou manifestações do próprio Malafaia, nas quais ele classificou as medidas como “aberração” e pediu a devolução do passaporte. Ainda assim, as cautelares foram mantidas, e não houve autorização específica para visita ao ex-presidente. Procurado, o espaço permanece aberto para manifestação do pastor e de sua defesa.



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