BRASÍLIA (DF) — O bispo JB Carvalho voltou ao centro do noticiário nacional após reportagens recuperarem declarações feitas por ele sobre a devoção a Nossa Senhora Aparecida.
A repercussão ganhou dimensão política porque o religioso passou a ser frequentemente apresentado pela imprensa como “pastor de Flávio Bolsonaro”.
João Batista Carvalho é fundador e líder da Comunidade das Nações. Segundo a própria igreja, a denominação possui atualmente 46 unidades no Brasil, Estados Unidos e Portugal. Teólogo, escritor e conferencista, ele também preside iniciativas nas áreas editorial, educacional e social.
Por que JB Carvalho é chamado de pastor de Flávio Bolsonaro?
A expressão usada por diferentes veículos resume uma relação religiosa documentada. Flávio Bolsonaro e a esposa, Fernanda, foram batizados na Comunidade das Nações em 2024. O senador também voltou à igreja em dezembro de 2025, após anunciar sua pré-candidatura presidencial.
Isso não significa, por si só, que Flávio compartilhe todas as posições religiosas ou políticas de Carvalho. O Fuxico Gospel já mostrou a aproximação do senador com diferentes lideranças evangélicas.
Livro colocou JB Carvalho novamente no debate
A atual repercussão surgiu após a imprensa recuperar trechos de A Bomba: A verdade pode ser explosiva, publicado por Carvalho em 2001.
Na obra, ele critica a devoção à chamada “Rainha dos Céus” e escreve que “Deus odeia o culto à Rainha dos Céus”.
Carvalho também questionou a lei que reconhece Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil e defendeu sua retirada dessa condição.
Flávio Bolsonaro, contudo, negou que pretenda retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. Até agora, não há evidência de que o senador tenha adotado essa proposta do bispo.
JB Carvalho já apareceu anteriormente no noticiário do Fuxico Gospel em outros contextos, incluindo uma disputa judicial envolvendo contas de um evento empresarial.
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