A Igreja Bola de Neve completa hoje um ano da morte do apóstolo Rina, fundador da denominação e principal referência espiritual do movimento desde o fim dos anos 1990. A data também marca a consolidação da presidência do pastor Fábio Santos, que segue oficialmente à frente da instituição após um período de transição interna e disputas judiciais ocorridas ao longo de 2025.
A escolha de Fábio Santos para liderar a igreja ocorreu logo após o falecimento de Rina, em novembro de 2024. À época, o conselho administrativo comunicou que ele assumiria a presidência para garantir a continuidade da gestão e preservar a estrutura organizacional da denominação em meio ao impacto da perda do fundador. A decisão foi divulgada por diferentes veículos e reconhecida oficialmente pela direção nacional.
No entanto, o início de 2025 trouxe um cenário de indefinição. Em janeiro, uma decisão judicial reconheceu a pastora Denise Seixas como presidente interina e vice-presidente da Bola de Neve, no contexto de uma disputa pelo comando da igreja. Documentos apresentados à Justiça apontavam divergências na interpretação do estatuto e do processo de escolha dos dirigentes, o que provocou um curto período de coexistência de entendimentos sobre a liderança.
No decorrer das semanas, a diretoria nacional reforçou que a administração permanecia sob a responsabilidade do conselho, que havia escolhido Fábio Santos meses antes. Ainda assim, enquanto a disputa seguia nos autos, a nomeação interina de Denise trouxe repercussão entre fiéis e lideranças regionais, que aguardavam uma definição clara para a continuidade dos trabalhos.
Em fevereiro de 2025, a situação avançou para uma resolução. No dia 12 daquele mês, Denise Seixas divulgou um comunicado público anunciando sua renúncia ao cargo de presidente interina. Na nota, ela informou que deixava a posição para evitar novos desdobramentos judiciais e permitir que a igreja retomasse suas atividades de maneira estável. Após a renúncia, a própria diretoria reiterou que a presidência retornava de forma plena ao pastor Fábio Santos.
A partir de então, congregações regionais e perfis oficiais da Bola de Neve passaram a se referir novamente a Fábio Santos como “pastor-presidente”, expressão utilizada tradicionalmente para identificar o líder máximo da denominação. Publicações internas, materiais administrativos e comunicações pastorais indicaram que ele continuou exercendo a função ao longo de todo o ano de 2025, consolidando a estabilidade após o período de incerteza.
Além disso, líderes locais mencionaram que os projetos deixados por Rina seguiram sendo executados pelo conselho administrativo sob a presidência de Fábio. Entre eles, a expansão de templos, a manutenção de escolas de formação ministerial e a coordenação de atividades missionárias que estavam previstas antes da morte do fundador.
Um ano sem Rina e a reorganização da igreja
O primeiro aniversário da morte de Rina tem mobilizado igrejas em diversas cidades, que realizaram cultos comemorativos e momentos de homenagem ao legado do fundador. Fiéis lembram que sua atuação marcou a formação de uma geração de jovens cristãos e influenciou a estética, linguagem e cultura da denominação, conhecida por sua comunicação voltada ao público urbano.
Em paralelo, a liderança atual trabalha para manter a linha teológica e administrativa desenvolvida por Rina. Pessoas próximas ao conselho afirmam que a continuidade sob a presidência de Fábio Santos busca preservar os valores originais da igreja, ao mesmo tempo em que tenta conduzir a denominação por um caminho institucional mais organizado.
O processo de sucessão, embora marcado por tensões em seu início, hoje é tratado internamente como concluído. Até o momento, não há registros de novas contestações judiciais sobre a presidência nem indícios de revisões nos órgãos de governança da Bola de Neve. Com isso, a direção nacional reforça que o comando segue nas mãos de Fábio Santos, presidente reconhecido pela própria estrutura administrativa da igreja.