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Sargento Isidório transforma Carnaval em ato de fé com bloco gospel

Parlamentar afirma que iniciativa visa o avivamento e a reinserção social, enquanto críticos alertam para riscos psicológicos a pessoas em processo de libertação de vícios

Por Caio Rangel • Publicado em 17/02/2026 às 12h09 • Atualizado em 17/02/2026 às 12h11
Pastor Sargento Isidório participa de evento popular ao ar livre, cercado por apoiadores
Pastor Sargento Isidório em meio a apoiadores durante evento público com grande concentração de pessoas.

O pastor e deputado federal Sargento Isidório voltou ao centro das discussões após promover um bloco de Carnaval gospel com internos da Fundação Doutor Jesus, entidade que ele preside e que atua na recuperação de dependentes químicos.

Batizada de “Festa do Espírito”, a iniciativa foi apresentada pelo parlamentar como uma ação de cunho espiritual e terapêutico, voltada à celebração da mudança de vida dos acolhidos.

Isidório afirmou que a proposta não reproduz o modelo do carnaval tradicional, mas oferece uma alternativa marcada por louvor, oração e testemunhos, com foco no fortalecimento da fé e na valorização do processo de restauração pessoal.

Registros do evento foram divulgados nas redes sociais do deputado e rapidamente ganharam alcance expressivo, extrapolando o público evangélico e alcançando usuários de diferentes segmentos.

A repercussão veio acompanhada de reações opostas: enquanto apoiadores destacam a importância da alegria, da convivência coletiva e da reinserção social como ferramentas no tratamento da dependência química, críticos questionam a associação simbólica com o Carnaval.

Entre os pontos levantados pelos opositores estão os riscos de estímulos emocionais ligados a práticas do passado, que poderiam funcionar como gatilhos para pessoas em recuperação. Já defensores sustentam que a proposta ressignifica o período carnavalesco, transformando uma data culturalmente associada à festa popular em um espaço de expressão religiosa e reconstrução de identidade.

A polêmica reacendeu um debate antigo no meio evangélico brasileiro: até que ponto a igreja pode ocupar manifestações culturais com novas leituras cristãs, e em que momento a separação total desses ambientes se torna necessária por prudência pastoral.

Enquanto o bloco segue sendo realizado, o episódio evidencia o alcance das lideranças religiosas nas redes sociais e mostra como temas que envolvem fé, cultura e recuperação social continuam provocando divisões intensas de opinião no debate público.

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