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Silas Malafaia convoca manifestação na Paulista contra Lula e Alexandre de Moraes

Convocação ocorre em meio a críticas ao governo federal, ao STF e ao financiamento do Carnaval

Por Caio Rangel • Publicado em 20/02/2026 às 11h13
Pastor Silas Malafaia sentado em escritório, falando à câmera, com estantes de livros ao fundo.
Silas Malafaia durante gravação em seu escritório.

RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor Silas Malafaia inicia uma nova escalada na tensão entre o segmento evangélico e os Poderes em Brasília.

Em vídeo publicado nesta quarta-feira (18), o presidente da ADVEC convocou seus seguidores para uma manifestação de massa no dia 1º de março, na Avenida Paulista. Sob o mote “Fora Lula, fora Alexandre de Moraes”, o líder religioso afirma que o país atravessa um momento crítico de cerceamento de valores.

“O carnaval provou de que lado Lula está”

Malafaia afirma que o apoio financeiro do governo federal às escolas de samba, via Embratur, é a prova definitiva do alinhamento ideológico do Planalto.

O pastor afirma que cada agremiação teria recebido R$ 1 milhão, o que, em sua análise, configuraria uma irregularidade em ano eleitoral.

Ele fez um apelo direto aos cristãos, questionando como é possível conciliar a fé com o apoio a um governo que, segundo o religioso, nega os fundamentos bíblicos da família.

O líder da ADVEC sinaliza ainda uma investida direta contra o Poder Judiciário. Malafaia afirma que a inelegibilidade de Jair Bolsonaro foi uma decisão política baseada em prerrogativas legítimas do cargo, como a reunião com embaixadores.

Ele ressalta que possui comprovantes de que custeou despesas de manifestações passadas com recursos próprios, desafiando a narrativa de uso indevido de verba pública ou empresarial por parte do ex-presidente.

Malafaia afirma que a manifestação de 1º de março será um divisor de águas para a resistência conservadora. Ele disse que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli são obstáculos para a democracia e que o povo evangélico deve acordar para o que define como uma tentativa de desqualificar a fé cristã.

O pastor encerra a convocação afirmando que a luta é pela sobrevivência dos costumes e pela liberdade de expressão religiosa no país.

 



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