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Wellington Rocha rebate Luiz Rigonato sobre consumo de cerveja por evangélicos

Líder da Assembleia de Deus de Rio Verde (GO), reage a vídeo de Luiz Rigonato que liberava cerveja com moderação

Por Caio Rangel • Publicado em 25/06/2026 às 10h23
Montagem mostra os pastores Wellington Rocha e Luiz Rigonato durante participações em podcasts,
Os pastores Wellington Rocha e Luiz Rigonato durante entrevistas concedidas a podcasts, onde abordaram temas relacionados à fé e à vida cristã. (Foto: Reprodução)

RIO VERDE (GO) — O debate ético e doutrinário sobre o consumo de bebidas alcoólicas por cristãos ganhou um novo e contundente capítulo no estado de Goiás.

O pastor Wellington Rocha, presidente da Assembleia de Deus em Rio Verde, publicou um longo vídeo de resposta teológica ao pastor Luiz Rigonato, uma das lideranças mais influentes da Igreja Videira em Goiânia.

O estopim da discussão foi um posicionamento de Rigonato afirmando que beber cerveja de forma moderada não constitui pecado, uma vez que as Escrituras condenariam apenas o excesso e a embriaguez.

Exegese Contextual Contra o Uso de Mateus 15

Em sua argumentação, o pastor Wellington Rocha buscou desconstruir os textos bíblicos utilizados pelos defensores do consumo moderado.

Ele contestou a aplicação de Mateus 15:11 (“o que entra pela boca não contamina o homem”), explicando que Jesus debatia rituais de purificação farisaicos, e não o consumo de entorpecentes ou bebidas fortes.

Rocha também recorreu a Romanos 14 e 1 Coríntios, lembrando o famoso princípio paulino de que “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”, alterando o foco do debate: “O evangelho não é sobre descobrir até onde posso ir sem pecar, mas como posso agradar mais a Deus”, pontuou.

A Aliança Entre Provérbios e a Ciência Moderna

O líder assembleiano foi além das barreiras teológicas e trouxe dados da saúde pública de 2026 para chancelar a doutrina da abstinência.

Citando Provérbios 20 e 23, que alertam o homem a sequer “olhar para o vinho quando se mostra vermelho”, Rocha lembrou que o alcoolismo sempre começa com o primeiro copo sob o pretexto de autocontrole.

Ele destacou que a própria ciência médica atual aponta que não existem níveis totalmente seguros para o consumo de álcool em relação a doenças e impactos sociais, questionando o porquê de um cristão lutar pelo direito de consumir algo que destrói famílias.

O posicionamento do pastor Wellington Rocha reafirma a rigidez da barreira de costumes da Assembleia de Deus diante da flexibilização adotada por comunidades de perfil neopentecostal ou de células, como a Videira.

Para Rocha, a abstinência é uma postura de proteção espiritual e preservação do testemunho público da igreja. O espaço segue aberto para que o pastor Luiz Rigonato ou a liderança da Igreja Videira apresentem suas considerações sobre o equilíbrio entre a liberdade cristã e o legalismo eclesiástico.

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