Pastora

Após viralizar nos Gideões, Helena Raquel defende proteção às mulheres na GloboNews

Em entrevista histórica, pregadora afirma que sua denúncia contra agressores no Gideões é fundamentada na Bíblia

Por Caio Rangel • Publicado em 07/05/2026 às 08h42
Helena Raquel segurando microfone durante pregação em igreja diante de fiéis.
Helena Raquel durante ministração em culto. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO (RJ) — A repercussão da ministração da pastora Helena Raquel no 41º Gideões Missionários da Última Hora alcançou patamares nacionais nesta quarta-feira (06).

Em uma entrevista exclusiva à jornalista Andrea Sadi, na GloboNews, a pregadora esclareceu os pontos centrais de seu discurso em defesa de mulheres e crianças, reafirmando que sua postura não se trata de ativismo político, mas de uma necessidade teológica de confrontar pecados e crimes ocultos no meio cristão.

Bíblia vs. Feminismo

Durante o diálogo, Helena Raquel desmentiu rótulos de que sua fala teria viés feminista. “O que eu estou fazendo é confrontar problemas internos de forma bíblica”, pontuou.

Segundo a pastora, a igreja está em um processo de romper com uma “herança negativa” de décadas, onde se acreditava que expor um agressor prejudicaria a imagem da instituição.

Para ela, a comunidade não pode ser responsabilizada pelo mau ato de um indivíduo, mas torna-se cúmplice se optar pelo silenciamento das vítimas.

Voz Nacional para um Problema Antigo

Helena destacou que recebe relatos constantes de abusos e agressões através de suas conferências e redes sociais, o que prova que o problema ainda é latente.

Ela acredita que sua fala nos Gideões serviu como o “lugar de destaque nacional” que o tema precisava. “Não tenho dúvida de que tenha gente extremamente incomodada por eu ter trazido isso a um evento como aquele”, afirmou, sugerindo que a resistência interna ainda é um desafio para a modernização da ética pentecostal.

A presença de Helena Raquel na mídia convencional simboliza um amadurecimento do discurso evangélico brasileiro, que passa a tratar a violência doméstica como uma questão de justiça e não apenas de aconselhamento espiritual. Ao levar o debate para a GloboNews, a pastora valida a dor de milhares de mulheres que esperavam por uma voz de autoridade para legitimar suas denúncias.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br

 



Logo Fuxico Gospel

DIGITE SUA BUSCA

Este site utiliza cookies essenciais para garantir o funcionamento adequado. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.