RIO DE JANEIRO (RJ) — A repercussão da ministração da pastora Helena Raquel no 41º Gideões Missionários da Última Hora alcançou patamares nacionais nesta quarta-feira (06).
Em uma entrevista exclusiva à jornalista Andrea Sadi, na GloboNews, a pregadora esclareceu os pontos centrais de seu discurso em defesa de mulheres e crianças, reafirmando que sua postura não se trata de ativismo político, mas de uma necessidade teológica de confrontar pecados e crimes ocultos no meio cristão.
Bíblia vs. Feminismo
Durante o diálogo, Helena Raquel desmentiu rótulos de que sua fala teria viés feminista. “O que eu estou fazendo é confrontar problemas internos de forma bíblica”, pontuou.
Segundo a pastora, a igreja está em um processo de romper com uma “herança negativa” de décadas, onde se acreditava que expor um agressor prejudicaria a imagem da instituição.
Para ela, a comunidade não pode ser responsabilizada pelo mau ato de um indivíduo, mas torna-se cúmplice se optar pelo silenciamento das vítimas.
Voz Nacional para um Problema Antigo
Helena destacou que recebe relatos constantes de abusos e agressões através de suas conferências e redes sociais, o que prova que o problema ainda é latente.
Ela acredita que sua fala nos Gideões serviu como o “lugar de destaque nacional” que o tema precisava. “Não tenho dúvida de que tenha gente extremamente incomodada por eu ter trazido isso a um evento como aquele”, afirmou, sugerindo que a resistência interna ainda é um desafio para a modernização da ética pentecostal.
A presença de Helena Raquel na mídia convencional simboliza um amadurecimento do discurso evangélico brasileiro, que passa a tratar a violência doméstica como uma questão de justiça e não apenas de aconselhamento espiritual. Ao levar o debate para a GloboNews, a pastora valida a dor de milhares de mulheres que esperavam por uma voz de autoridade para legitimar suas denúncias.
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