SÃO PAULO (SP) — Pela primeira vez desde a crise que expôs fragilidades internas da Zion Church, a pastora Jackie Hayashi decidiu se manifestar publicamente sobre a traição conjugal que enfrentou. Em um depoimento marcado por forte carga emocional, ela descreveu o momento em que recebeu a confissão do marido e os efeitos imediatos da revelação em sua vida pessoal e espiritual.
O impacto da confissão
No relato, Jackie não poupou detalhes ao falar do turbilhão de sentimentos que a atingiram ao tomar conhecimento do adultério. Choque, incredulidade, dor profunda e sensação de ruptura marcaram aquele instante. A pastora destacou que, apesar de anos de preparo emocional e espiritual para lidar com crises alheias, nada a havia preparado para enfrentar uma ferida tão íntima.
A exposição sincera de suas emoções rapidamente encontrou eco nas redes sociais. O vídeo passou a ser amplamente compartilhado como um testemunho de vulnerabilidade humana, revelando que líderes espirituais também enfrentam colapsos emocionais e precisam atravessar processos reais de dor e reconstrução.
O caso que abalou a igreja
O episódio ganhou dimensão pública em outubro de 2025, quando a Zion Church comunicou oficialmente o desligamento do pastor Lucas Hayashi de todas as funções ministeriais e de liderança. A decisão ocorreu após o próprio Lucas admitir a prática de adultério e condutas classificadas pela instituição como imoralidade sexual.
Em nota, a liderança da igreja esclareceu que não se tratava de um crime, mas de uma violação grave dos princípios éticos e bíblicos exigidos para o exercício do ministério pastoral, o que resultou na revogação de sua ordenação.
Silêncio, cuidado e reconstrução
Após a repercussão, os perfis do casal foram retirados das redes sociais, e a igreja informou que passaria a oferecer acompanhamento espiritual e emocional à pastora Jackie e aos filhos. O período que se seguiu foi marcado por silêncio público, interpretado por muitos como uma tentativa de preservação emocional diante da exposição intensa.
Meses depois, a decisão de Jackie de falar marca uma mudança de postura. Seu pronunciamento não teve tom acusatório nem sensacionalista, mas foi percebido como um esforço de dar sentido ao sofrimento e compartilhar um processo ainda em andamento.
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