Pastora

Sarah Sheeva ‘proíbe’ até música clássica para cristãos: “Onda sonora libera o maligno”

Pastora defende que a música é a "primeira arte da criação" e que sons sem origem divina podem induzir cristãos a pecar

Por Caio Rangel • Publicado em 29/04/2026 às 09h41
Sarah Sheeva em entrevista de TV, com expressão séria, em estúdio.
Sarah Sheeva durante participação em programa de televisão. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — A pastora e escritora Sarah Sheeva voltou a dividir opiniões no cenário evangélico nesta semana ao publicar um vídeo contundente sobre o consumo de música por cristãos.

Conhecida por suas posições ortodoxas sobre santidade, Sarah elevou o tom ao afirmar que a música secular — mesmo aquela considerada “alta cultura”, como as obras de Beethoven e Mozart — é uma ferramenta de contaminação espiritual que afeta diretamente a alma e o espírito.

A Metafísica do Som e o Querubim Caído

Segundo a pastora, a música é a ferramenta original da criação de Deus (Gênesis 1:3) e, por isso, possui um poder que transcende a compreensão intelectual.

Ela argumenta que o diabo, em sua posição original como regente celestial, manteve a capacidade técnica de produzir sons, mas agora utiliza essa “ciência sonora” para transmitir depressão, vícios e tristeza. “O diabo seria muito burro se deixasse na letra algo claro. Ele se disfarça através de uma letra bonita e romântica”, explicou.

O Alvo: Ministérios de Louvor

O alerta foi direcionado especificamente aos músicos e ministros de louvor das igrejas, que costumam consumir música instrumental ou clássica sob a premissa de que não haveria influência negativa por falta de letras explícitas.

Para Sarah, a “onda sonora” de compositores como Mozart e Beethoven não emana da fonte celestial, podendo abrir brechas para vontades erradas. Ela reforça que, sem uma santidade rigorosa no que se ouve, o relacionamento íntimo com Deus fica comprometido.

As declarações de Sarah Sheeva reacendem um debate teológico histórico sobre a “Graça Comum” — a ideia de que Deus capacita não cristãos a criarem beleza e arte. Enquanto parte da academia teológica vê na música clássica uma expressão da ordem divina, Sarah mantém sua missão de “preparar as pessoas para a santidade” através da renúncia total ao que chama de “música do inferno”.

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