Política

Alexandre Garcia confronta Sóstenes Cavalcante sobre dinheiro vivo e cita pecado contra Deus

Jornalista questiona explicação sobre venda de imóvel e cita "pecado contra Deus" ao comentar caso do líder do PL.

Por Izael Nascimento • Publicado em 23/12/2025 às 19h19 • Atualizado em 26/12/2025 às 09h29
Alexandre Garcia e o deputado Sóstenes Cavalcante em imagens separadas usadas para ilustrar debate político e posicionamentos públicos
O jornalista Alexandre Garcia e o deputado federal Sóstenes Cavalcante aparecem em imagens distintas usadas para contextualizar posicionamentos políticos. (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA (DF) — O experiente jornalista Alexandre Garcia utilizou suas plataformas de comentário para reagir com ironia e ceticismo à justificativa apresentada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre o montante de quase R$ 430 mil em espécie encontrado pela Polícia Federal.

Em uma análise contundente, Garcia comparou a versão do parlamentar com a realidade do sistema financeiro atual, levantando dúvidas sobre a licitude dos valores.

A crítica do jornalista foca principalmente na alegação de que o dinheiro seria proveniente da venda de um imóvel. Alexandre Garcia relatou ter realizado uma transação imobiliária semelhante no Lago Norte, em Brasília, mas destacou que, ao contrário do deputado, o processo foi inteiramente digital e rastreável.

Segundo ele, a conta bancária e o registro eletrônico são as vias naturais no mundo contemporâneo, dominado por transações via Pix e cartões.

“Por que que eu ia querer ter o dinheiro? Eu tive lá enquanto eu o guardo em casa. No mundo de hoje, de Pix, de conta bancária, de cartão, quem é que anda com dinheiro a não ser o Sóstenes Cavalcante?”, questionou o jornalista.

Garcia reforçou que o volume encontrado é “eloquente” e que a voz do dinheiro vivo fala mais alto do que qualquer nota oficial de esclarecimento.

O montante, guardado em um flat em Brasília, foi classificado pelo jornalista como algo impossível de convencer qualquer pessoa com discernimento básico.

Assista a fala de Alexandre Garcia sobre o deputado evangélico Sóstenes Cavalcante:

“Impossível querer convencer alguém com mais de meio neurônio que é dinheiro lícito”, disparou Garcia, destacando que a quantidade de notas exigiria um tempo considerável apenas para a contagem manual, o que enfraquece a tese de falta de tempo para o depósito bancário.

Além da esfera política e jurídica, Alexandre Garcia tocou em um ponto sensível para o eleitorado do deputado: a sua identidade como líder religioso. Sóstenes, que é muito próximo do pastor Silas Malafaia, foi lembrado pelo jornalista por sua condição de pastor, o que elevaria o tom da gravidade do episódio sob a ótica da ética cristã.

Para o comentarista, a situação de Sóstenes torna sua permanência na liderança do Partido Liberal (PL) insustentável. “Eu não sei como é que ele vai continuar líder do PL depois dessa. E alguém me disse hoje: ele parece que é pastor também. Puxa, então também não é só um pecado contra o partido, contra Deus também”, afirmou Garcia em sua transmissão.

O episódio ocorre em um momento de alta tensão no cenário político brasileiro, onde a atuação da Polícia Federal em gabinetes parlamentares tem sido alvo de intensos debates sobre perseguição e legalidade.

Sóstenes Cavalcante, por sua vez, mantém a versão de que a venda do imóvel foi legítima e que possui toda a documentação necessária para comprovar a origem dos recursos à Justiça.

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