Política

Banco Master: Flávio Bolsonaro caiu de 65,4% para 50,9% entre evangélicos

Levantamento AtlasIntel mostra desgaste do senador entre o eleitorado conservador após repercussão de diálogos vazados

Por Caio Rangel • Publicado em 20/05/2026 às 11h14
Flávio Bolsonaro caminha usando terno cinza durante evento público.
Flávio Bolsonaro é fotografado durante participação em evento público. (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA (DF) — O eleitorado evangélico, segmento estratégico na corrida presidencial de 2026, sinaliza alteração no comportamento político diante da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Dados da nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgados nesta terça-feira (19), revelam que o parlamentar perdeu fôlego no grupo religioso que compunha a base de sua sustentação eleitoral.

Em março, Flávio Bolsonaro detinha 65,4% das intenções de voto entre evangélicos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrava 14%.

O levantamento atual mostra o senador com 50,9% no mesmo segmento, enquanto o petista avançou para 25%. O recuo de Flávio chega a 14,5 pontos percentuais em apenas dois meses.

Impacto entre católicos e cenário geral

O desgaste também foi registrado junto ao eleitorado católico. Flávio Bolsonaro, que havia atingido 38,1% em abril, recuou para 31,5% na pesquisa de maio. Lula, por sua vez, recuperou terreno e alcançou 52,2% entre os católicos.

A deterioração dos números do senador ocorre após a repercussão nacional do caso conhecido como “BolsoMaster”. Informações sobre negociações para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o vazamento de diálogos atribuídos a Flávio com o banqueiro do Banco Master impactaram a percepção dos eleitores.

Analistas apontam que o conservadorismo religioso, sensível a questões de conduta moral e ética, reagiu negativamente à exposição do episódio.

Governo Lula mantém alta rejeição

Apesar da oscilação favorável ao presidente em determinados segmentos, o governo federal permanece com índices de resistência elevados. Conforme o levantamento, 51,3% dos brasileiros desaprovam a gestão atual, enquanto 47,4% a aprovam. A avaliação “ruim ou péssima” atinge 48,4% do eleitorado, contra 42,9% que classificam o governo como “ótimo ou bom”.

No cenário de segundo turno para 2026, a pesquisa indica Lula com 48,9% das intenções de voto, frente a 41,8% de Flávio Bolsonaro.

O resultado marca uma reversão em relação aos meses anteriores, quando os dois nomes apareciam em empate técnico. A consulta ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual.

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