Política

Caso Sóstenes: 7 perguntas ainda sem resposta sobre R$ 470 mil apreendidos

Valor foi fechado pela PF após a Operação Galho Fraco; deputado diz que dinheiro veio da venda de imóvel.

Por Izael Nascimento • Publicado em 25/05/2026 às 09h45
deputado sotenes cavalcante durante entrevista em ambiente institucional
Deputado federal Sostenes Cavalcante durante entrevista em Brasília. (Foto: Igo Estrela/Metrópoles)

A Polícia Federal contabilizou R$ 469.700,00 em espécie apreendidos com o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), durante a Operação Galho Fraco, deflagrada em 19/12/2025. O valor foi fechado após balanço da PF.

A operação apura suspeita de uso irregular de cota parlamentar. Sóstenes afirma que o dinheiro tem origem lícita e veio da venda de um imóvel em Ituiutaba, Minas Gerais.

A escritura, segundo a Folha de S.Paulo, foi assinada em 30/12/2025, onze dias depois da apreensão.

7 perguntas ainda sem resposta

  1. Por que R$ 469.700,00 estavam guardados em espécie? A explicação apresentada é a venda de um imóvel, mas ainda falta esclarecer por que o valor não foi depositado em banco.
  2. Quando o dinheiro foi entregue ao deputado? A data exata do pagamento em espécie ainda precisa ser confrontada com documentos da transação.
  3. Existe contrato particular anterior à escritura? Sóstenes citou uma negociação anterior, mas o contrato não foi apresentado publicamente de forma integral.
  4. Quem comprou o imóvel? Ainda falta detalhamento público sobre o comprador, sua capacidade financeira e a origem do dinheiro usado na compra.
  5. O pagamento em espécie foi comunicado aos órgãos competentes? O caso envolve uma quantia alta em dinheiro vivo, o que exige clareza fiscal e cartorial.
  6. O ITBI foi pago regularmente? Reportagens apontaram dúvidas sobre o recolhimento do imposto de transmissão antes da lavratura da escritura.
  7. A PF liga o dinheiro à investigação da cota parlamentar? Ainda não está claro se os R$ 469.700,00 são tratados como parte do suposto esquema ou como valor de origem investigada separadamente.

Até o momento, não há informação pública de que a PF tenha aceitado oficialmente a explicação apresentada pelo deputado. O caso segue sob investigação.

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