BRASÍLIA (DF) — A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República enfrenta seus primeiros testes de coesão interna.
Na última quarta-feira (25), durante uma reunião da bancada do PL, o deputado Pastor Marco Feliciano sinalizou, em tom de urgência, que o caminho do “01” até o Palácio do Planalto não será pavimentado sem uma reaproximação estratégica com os pilares evangélicos e um tratamento diferenciado com os parlamentares do próprio partido.
Embora não tenha citado o nome do pastor Silas Malafaia diretamente, Feliciano verbalizou o que todos na sala entenderam: Flávio precisa buscar o diálogo com a liderança da ADVEC.
O deputado lembrou que 30% do eleitorado evangélico ainda votou em Lula em 2022, e que qualquer negligência com esse segmento pode ser fatal para o projeto conservador.
A fala foi interpretada como um chamado para que o senador “baixe a guarda” e busque o apoio de figuras que têm colocado em dúvida a viabilidade da candidatura bolsonarista em favor de outros nomes, como Tarcísio de Freitas.
Feliciano afirmou que o PL é um partido de “muitas estrelas” e que a candidatura de Flávio só ganhará tração se houver um esforço conjunto. Ele alertou que o sucesso não virá do brilho individual do pré-candidato, mas da “luz” de cada deputado e senador — luz esta que, segundo parlamentares, tem sido ignorada por um gabinete que nem sempre responde às mensagens de seus pares.
O “calcanhar de Aquiles” no gabinete
A reclamação sobre a falta de interlocução de Flávio Bolsonaro com a base aliada ganhou contornos de desabafo. Feliciano destacou que a unidade do PL depende da atenção que o senador dispensa aos seus correligionários.
O clima de descontentamento, que já vinha crescendo nos bastidores, foi exposto diante do pré-candidato, que, segundo relatos, demonstrou concordância com a necessidade de mudança na postura do seu gabinete para evitar o esvaziamento da campanha antes mesmo de começar.
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