Política

Feliciano lembra que 30% dos evangélicos votaram em Lula e exige estratégia clara para 2026

Pastor deu um "puxão de orelha" em Flávio Bolsonaro durante reunião do PL. Parlamentares reclamam de isolamento e falta de atenção do senador

Por Caio Rangel • Publicado em 27/02/2026 às 11h10
Deputado federal e pastor Marco Feliciano discursando ao microfone no plenário da Câmara dos Deputados, com bandeira do Brasil ao fundo.
Marco Feliciano durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA (DF) — A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República enfrenta seus primeiros testes de coesão interna.

Na última quarta-feira (25), durante uma reunião da bancada do PL, o deputado Pastor Marco Feliciano sinalizou, em tom de urgência, que o caminho do “01” até o Palácio do Planalto não será pavimentado sem uma reaproximação estratégica com os pilares evangélicos e um tratamento diferenciado com os parlamentares do próprio partido.

Embora não tenha citado o nome do pastor Silas Malafaia diretamente, Feliciano verbalizou o que todos na sala entenderam: Flávio precisa buscar o diálogo com a liderança da ADVEC.

O deputado lembrou que 30% do eleitorado evangélico ainda votou em Lula em 2022, e que qualquer negligência com esse segmento pode ser fatal para o projeto conservador.

A fala foi interpretada como um chamado para que o senador “baixe a guarda” e busque o apoio de figuras que têm colocado em dúvida a viabilidade da candidatura bolsonarista em favor de outros nomes, como Tarcísio de Freitas.

Feliciano afirmou que o PL é um partido de “muitas estrelas” e que a candidatura de Flávio só ganhará tração se houver um esforço conjunto. Ele alertou que o sucesso não virá do brilho individual do pré-candidato, mas da “luz” de cada deputado e senador — luz esta que, segundo parlamentares, tem sido ignorada por um gabinete que nem sempre responde às mensagens de seus pares.

O “calcanhar de Aquiles” no gabinete

A reclamação sobre a falta de interlocução de Flávio Bolsonaro com a base aliada ganhou contornos de desabafo. Feliciano destacou que a unidade do PL depende da atenção que o senador dispensa aos seus correligionários.

O clima de descontentamento, que já vinha crescendo nos bastidores, foi exposto diante do pré-candidato, que, segundo relatos, demonstrou concordância com a necessidade de mudança na postura do seu gabinete para evitar o esvaziamento da campanha antes mesmo de começar.

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