RECIFE (PE) — O primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo, 4 de outubro, reservou reveses significativos e surpresas para o cenário político da comunidade evangélica no estado de Pernambuco.
Nomes de peso e de longa tradição na representatividade eclesiástica dentro dos poderes legislativos estadual e federal viram suas bases eleitorais encolherem, resultando na não reeleição de parlamentares históricos.
Queda de votação do casal Collins e de Joel da Harpa na Assembleia Legislativa
Entre as baixas mais sentidas pelos eleitores conservadores está a do pastor Cleiton Collins (PP-PE), que buscava a sua sétima reeleição consecutiva para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O religioso obteve apenas 33.400 votos, uma marca inferior aos 50.510 sufrágios conquistados no pleito de 2022.
No mesmo sentido, sua esposa, a missionária Michele Collins (PP-PE), que acumulava três mandatos como vereadora do Recife, também ficou fora da Câmara dos Federal.
A candidata obteve 31.777 votos, patamar semelhante — embora ligeiramente menor — aos 39.296 registros alcançados na disputa de 2022.
Outro nome tradicional da direita pernambucana, o deputado estadual Joel da Harpa (PP-PE), não conseguiu garantir seu quarto mandato consecutivo na Alepe, registrando 28.919 votos, abaixo dos 35.938 obtidos no ciclo eleitoral anterior.
Desempenho modesto do Pastor Eurico e derrota de Gilvan Costa ao Senado
No âmbito federal, o experiente deputado Pastor Eurico (PSDB-PE), ligado à Assembleia de Deus no Estado (liderada pelo pastor Ailton José Alves), falhou em sua tentativa de assegurar o quinto mandato na Câmara dos Deputados.
Eurico obteve uma votação modesta de 36.503 votos (0,69% dos válidos), sofrendo uma retração acentuada em relação aos 100.811 votos que o elegeram em 2022.
Disputando uma das cadeiras ao Senado Federal, o pastor Gilvan Costa, idealizador das conhecidas Cruzadas Cristo é a Resposta e ex-deputado estadual, também ficou distante da vitória. O religioso acumulou 18.179 sufrágios, encerrando a disputa na oitava colocação geral.
A reconfiguração da bancada evangélica em Pernambuco reflete o impacto de novas correntes políticas e a reavaliação do eleitorado nas urnas.
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