BRASÍLIA (DF) — O partido Mobiliza comunicou oficialmente a decisão de não lançar candidatura própria à Presidência da República no pleito de 2026, inviabilizando os planos do ex-deputado federal e pastor Cabo Daciolo (RJ).
A deliberação foi confirmada pela direção nacional da sigla, sob o comando de Antonio Carlos Bosco Massarollo, que optou pela neutralidade e por não integrar coligações no primeiro turno da disputa presidencial.
Decepção e Estratégia de Neutralidade Partidária
Filiado ao Mobiliza desde abril com o objetivo de construir sua postulação ao Planalto, Cabo Daciolo manifestou surpresa e frustração diante do posicionamento da legenda.
Em declarações à imprensa, o político relatou que a decisão foi informada após reuniões do diretório e criticou a interrupção de sua pré-campanha. “Para que parar de fazer campanha agora? Estamos subindo nas pesquisas. Estou muito decepcionado”, afirmou o ex-parlamentar, que marcava 1% das intenções de votos válidos no levantamento Ipos-Ipec mais recente.
Nas redes sociais, Daciolo publicou uma nota de repúdio na qual citou o texto bíblico de Romanos 8:31 e acusou a estrutura partidária tradicional de alinhamento tático. “Lamentável! Vamos juntos com YHWH derrubar esse sistema, são todos amiguinhos”, escreveu ele, utilizando o tetragrama hebraico para se referir a Deus.
Histórico Eleitoral e Projeção Política
O veto do Mobiliza fecha a porta para a segunda tentativa de Daciolo de alcançar o cargo máximo do Executivo federal. O político ganhou projeção nacional na eleição de 2018, quando disputou a Presidência pelo Patriota e obteve 1.348.323 votos (1,26% dos votos válidos), terminando na sexta colocação.
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