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Política

Pablo Marçal se compara a Jesus ao criticar inelegibilidade para 2026

Empresário afirmou que cumpriu dois anos de silêncio e cobrou revisão de sua condenação

Por Caio Rangel • Publicado em 18/08/2026 às 09h15
Pablo Marçal aparece usando terno escuro e camisa branca durante uma entrevista.
Pablo Marçal participa de entrevista e fala sobre temas de interesse público. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O empresário e influenciador digital Pablo Marçal, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), gerou forte repercussão ao conceder uma entrevista à plataforma Brasil Paralelo nesta segunda-feira (17).

Durante a sabatina, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024 declarou-se vítima de perseguição política e jurídica, criticando a sanção que o mantém impedido de disputar cargos eletivos.

Comparação Bíblica e Críticas à Inelegibilidade

Em um momento de forte apelo emocional na transmissão, Marçal questionou os fundamentos técnicos de sua condenação e declarou não temer eventuais desdobramentos penais, recorrendo a comparações com apóstolos e figuras do cristianismo.

“Eu tenho dois anos que estou calado porque, se falar qualquer coisa, f0dem meus processos. Não tenho medo de parar na cadeia. Paulo foi preso, Pedro foi, Jesus foi. Me taca lá”, afirmou o empresário, visivelmente emocionado.

O influenciador ressaltou que havia optado por uma postura contida no debate público para não comprometer a tramitação de seus recursos, mas anunciou que mudará de estratégia.

“Dois anos em silêncio para esses caras pararem de me perseguir. Já que não adiantou nada, o pau vai quebrar agora”, prometeu Marçal, apelando a magistrados das instâncias superiores para que reavaliem seu processo de inelegibilidade.

Histórico Eleitoral e Cenário para 2026

A mobilização de Pablo Marçal busca reverter a decisão proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que aplicou a Lei da Ficha Limpa e determinou sua inelegibilidade até 2032 em virtude do uso indevido de meios de comunicação de massa — episódio conhecido como o “campeonato de cortes” na campanha municipal de 2024, quando terminou em terceiro lugar com mais de 1,7 milhão de votos.

A defesa do empresário aguarda o julgamento de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O espaço permanece franqueado para que os órgãos do Judiciário e a assessoria de Pablo Marçal enviem notas oficiais.

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