SÃO LUÍS (MA) — A senadora Eliziane Gama (PT-MA) acumulou uma derrota expressiva nas urnas durante o primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo, 4 de outubro.
A parlamentar, que buscava renovar seu mandato no Congresso Nacional, não conseguiu alcançar a reeleição, terminando o pleito na quinta colocação da corrida senatorial no estado do Maranhão, com apenas 9,75% dos votos válidos, totalizando 696.298 sufrágios.
Queda de votação em relação a 2018 e rejeição do eleitorado conservador
O resultado representou uma retração drástica na força eleitoral da senadora se comparado ao desempenho obtido no pleito de 2018, quando Eliziane foi eleita com expressivos 1.539.942 votos, o equivalente a cerca de 27% dos válidos daquela disputa.
Analistas políticos apontam que a perda de capital político ocorreu, em grande parte, devido ao distanciamento da parlamentar de sua base evangélica original.
Ao longo do mandato, Gama atraiu duras críticas do eleitorado cristão conservador por sua estreita aliança com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, sobretudo, por sua atuação como relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de Janeiro de 2023, o que gerou profunda antipatia entre setores tradicionais das igrejas no estado.
Oposição declarada de Silas Malafaia e campanha aberta
Embora tenha tentado manter pontes com lideranças religiosas locais e participado de eventos eclesiásticos no Maranhão, a estratégia não surtiu o efeito desejado nas urnas.
A senadora enfrentou oposição ferrenha de figuras de proeminência nacional no meio evangélico, a exemplo do pastor Silas Malafaia (ADVC), que liderou campanhas públicas abertas pedindo explicitamente aos fiéis que não votassem na parlamentar.
A derrota de Eliziane Gama consolida uma das maiores baixas da ala governista no Senado Federal neste primeiro turno.
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