Política

Sóstenes aciona PGR após Lula dizer que “90% dos evangélicos ganham benefícios”

Líder do PL na Câmara acusa presidente de utilizar programas sociais como "moeda de troca" eleitoral após declarações em evento de aniversário do Partido dos Trabalhadores.

Por Izael Nascimento • Publicado em 10/02/2026 às 09h45
Sóstenes Cavalcante (Reprodução)

BRASIL — O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, protocolou nesta segunda-feira, 09/02/2026, uma representação oficial junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parlamentar solicita a abertura de uma investigação por suposto abuso de poder político e uso indevido da máquina pública com finalidade eleitoral.

A ação fundamenta-se em declarações feitas por Lula durante o evento de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado no último sábado (07/02), em Salvador (BA).

Segundo a representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet, o presidente teria tentado vincular a concessão de benefícios sociais ao comportamento eleitoral do segmento religioso.

Durante seu discurso na capital baiana, Lula afirmou que “90% dos evangélicos ganham benefícios do governo” e defendeu que a militância petista deve intensificar o diálogo com este público.

Para Sóstenes Cavalcante, a fala sugere uma tentativa de cooptação política através de programas assistenciais, o que violaria o equilíbrio do pleito de 2026.

“Auxílio é direito, não moeda de troca. Fé não se compra. Consciência não se aluga”, escreveu o deputado em suas redes sociais ao divulgar a denúncia.

A representação utiliza como base a Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades), especificamente o artigo 22, que rege o procedimento para apurar desvios de finalidade e abuso de autoridade.

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