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Teólogo afirma que pastorado feminino é fruto do feminismo e divide evangélicos

Em vídeo, influenciador argumenta que a ordenação de mulheres é moldada por "pressões externas" e não pela tradição cristã, citando John Piper

Por Caio Rangel • Publicado em 12/12/2025 às 08h59 • Atualizado em 12/12/2025 às 09h36
Comentarista cristão sentado em estúdio caseiro falando ao microfone, com estante de livros e instrumentos musicais ao fundo.
Comentarista grava vídeo em estúdio caseiro durante análise de tema religioso. (Foto: Reprodução/YouTube)

SÃO PAULO (SP) —O teólogo e influenciador Caio Modesto, criador do canal Pregando as Escrituras, gerou um intenso debate online ao afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais, que o ministério pastoral de mulheres surgiu a partir do avanço do movimento feminista no século XX.

A fala repercutiu amplamente e dividiu opiniões entre evangélicos no Brasil, reacendendo a discussão sobre os ofícios femininos na igreja.

O avanço do feminismo e a igreja
Segundo Caio Modesto, ideias ligadas ao feminismo, como a noção de que “o feminino é uma construção social”, passaram a influenciar diretamente os debates religiosos. Ele argumenta que essa lógica teria levado setores da igreja a verem o pastorado restrito aos homens como uma “opressão cultural” a ser revista.

O teólogo defende que a mudança não tem base na tradição cristã, mas em pressões externas. Ele cita que textos bíblicos antes tidos como instruções universais passaram a ser lidos como reflexos do contexto da época para justificar a mudança.

Modesto ilustra o avanço dessa prática citando as primeiras ordenações femininas em igrejas ocidentais nos anos 1950 e 1960, como o caso de Raquel Hederlich, nos Estados Unidos, em 1965.

O alerta conservador
No vídeo, o influenciador afirmou concordar com a visão de teólogos conservadores que alertam contra esse processo. Ele mencionou o teólogo John Piper, que considera chamar mulheres de pastoras “enganoso”.

Segundo essa corrente, o termo pastoral envolve autoridade espiritual e ensino público, funções que seriam exclusivas dos presbíteros homens, de acordo com textos bíblicos.

Caio Modesto reforça sua posição ao defender que a igreja não deve ajustar seus ofícios conforme as mudanças culturais. Em suas palavras, “não é a cultura que deve moldar a Bíblia”.

Assista:

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