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Jimmy Swaggart morre aos 90 anos nos EUA

Pastor pentecostal foi um dos pioneiros da pregação religiosa pela televisão e viu sua carreira desmoronar após escândalos sexuais nos anos 1980 e 1990.

Por Izael Nascimento • Publicado em 01/07/2025 às 14h32
Jimmy Swaggart in 1980.Thomas S England / Getty Images file
Jimmy Swaggart in 1980.Thomas S England / Getty Images file

Morreu aos 90 anos, nos Estados Unidos, o pastor pentecostal Jimmy Swaggart, um dos televangelistas mais conhecidos do século 20. A informação foi confirmada nesta terça-feira (1º) por meio de uma nota oficial publicada nas redes sociais de sua igreja, o Jimmy Swaggart Ministries, com sede em Baton Rouge, Louisiana.

Swaggart estava hospitalizado desde o dia 15 de junho, após sofrer uma parada cardíaca em sua residência. De acordo com a família, ele passou duas semanas internado em estado grave antes de falecer.

Durante décadas, Swaggart foi uma das figuras mais marcantes do movimento evangelístico norte-americano, com forte atuação na televisão. Seu programa dominical chegou a ser transmitido em centenas de emissoras nos EUA e no exterior, alcançando milhões de telespectadores em meados da década de 1980.

Ascensão meteórica e queda pública

Nascido em 15 de março de 1935, em Ferriday, Louisiana, Jimmy Lee Swaggart veio de uma família ligada à música e à religião. Era primo dos cantores Jerry Lee Lewis (rock) e Mickey Gilley (country). Desde jovem, destacou-se no piano e no canto gospel, habilidades que usaria como ferramentas em seus cultos fervorosos.

Aos 23 anos, abandonou os trabalhos em campos de petróleo para dedicar-se integralmente à pregação. Começou com um programa de rádio, depois uma revista e, finalmente, um programa de TV que o transformaria em um fenômeno religioso global.

Mas a mesma projeção que o levou ao topo do televangelismo foi responsável por sua derrocada. Em 1988, Swaggart protagonizou um escândalo sexual ao ser flagrado com uma prostituta em um motel da Louisiana. O caso ganhou as manchetes e culminou em sua famosa confissão pública: “Eu pequei contra vocês. Peço perdão.”

A Assembleia de Deus, denominação à qual pertencia, exigiu que ele passasse por um processo de reabilitação, incluindo um ano afastado do púlpito. Swaggart recusou e foi desligado da denominação, passando a liderar uma igreja não denominacional.

Três anos depois, em 1991, ele foi novamente flagrado com outra mulher que se identificou como prostituta. Dessa vez, ele optou por um breve afastamento, mas logo retornou ao púlpito sem novos pedidos de perdão públicos.

Influência, controvérsias e legado

Apesar dos escândalos, Swaggart manteve influência no meio evangélico americano. Seu ministério, embora reduzido, continuou ativo, com cultos transmitidos por rádio, internet e televisão. Segundo dados da própria organização, ele vendeu cerca de 15 milhões de álbuns de música gospel, embora os números não tenham sido oficialmente verificados.

Entre seus posicionamentos mais polêmicos, destacam-se ataques a outras religiões. Em sermões antigos, chamou a Igreja Católica de “a grande prostituta do Apocalipse” e afirmou que os judeus sofreram por rejeitarem Cristo. Também ficou conhecido por suas declarações homofóbicas, como quando disse em 2004 que mataria um homem gay se fosse “olhado de forma indevida” — comentário pelo qual depois pediu desculpas.

Nos últimos anos, Swaggart se manteve mais recluso, concentrado nos cultos de sua igreja e nas transmissões pela SonLife Broadcasting Network, canal fundado por seu ministério. Frequentemente, era visto ao lado do filho, Donnie Swaggart, que também atua como pregador.

Apesar da queda, seu complexo em Baton Rouge, que inclui igreja, estúdios de gravação e centros de transmissão, permanece ativo.


Tags: Pastor

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