BRASÍLIA (DF) — O pastor Silas Malafaia, principal padrinho político do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), quebrou o silêncio nesta sexta-feira (19) sobre a operação da Polícia Federal.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Malafaia classificou a Operação Galho Fraco como uma “perseguição implacável à direita”. Segundo ele, o objetivo é calar opositores.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirmou que o contrato de aluguel de carro de Sóstenes, alvo da investigação, é lícito e tem valor abaixo do praticado por deputados do PT.
Assista ao pronunciamento na íntegra:
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Malafaia utilizou o vídeo para desviar o foco da investigação e atacar figuras centrais do governo e do Judiciário. Ele citou um suposto contrato de R$ 129 milhões envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes.
“Isso é uma afronta! Não existem honorários advocatícios neste valor. Se fosse um país sério, a mulher de Alexandre de Moraes estaria sendo investigada”, disparou o pastor.
O líder evangélico também mencionou o senador Weverton e parentes do presidente Lula, questionando a falta de investigações sobre a compra de fazendas e supostas mesadas de R$ 300 mil.
Sóstenes explica os R$ 430 mil
Enquanto Malafaia subia o tom nas redes sociais, o deputado Sóstenes Cavalcante concedeu uma coletiva de imprensa no Salão Verde da Câmara para explicar o dinheiro encontrado em sua casa.
Sóstenes afirmou que os cerca de R$ 430 mil apreendidos pela PF são recursos lícitos, provenientes da venda de um imóvel de sua propriedade. Ele negou qualquer irregularidade.
“Dinheiro de corrupção não aparece lacrado e identificado na sua residência. Vendi um imóvel, o dinheiro me foi pago de forma lícita e tem origem”, declarou o parlamentar.
Confira o vídeo da entrevista coletiva:
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Cortina de fumaça e o “Filho do Cara”
O deputado também adotou uma linha de defesa política, afirmando que a operação é uma “cortina de fumaça”. Para ele, o governo tenta esconder denúncias que envolvem o filho do presidente Lula.
“Eles querem ocultar com esta investigação e botar um pano de fundo para que ninguém saiba quem é o ‘filho do cara’. Mas nós, na CPMI, vamos atrás dele”, afirmou Sóstenes aos jornalistas.
O parlamentar garantiu que não teme as investigações e que continuará o enfrentamento à esquerda no Congresso Nacional. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.
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O espaço segue aberto para manifestação das partes. Erros ou Direito de Resposta? contato@ofuxicogospel.com.br.”