Pastor

Zé Bruno, líder da banda Resgate, critica religiosidade de crentes que pedem guerra

Pastor rejeita lógica imperialista e ditatorial, afirmando que a lealdade do cristão deve estar acima de sistemas políticos globais

Por Caio Rangel • Publicado em 08/01/2026 às 10h22
Pastor Zé Bruno fala em ambiente interno durante gravação de conteúdo em vídeo.
Pastor Zé Bruno durante gravação de vídeo em ambiente interno. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) – O pastor Zé Bruno, líder da banda Resgate e da igreja A Casa da Rocha, utilizou suas redes sociais e o púlpito para se posicionar sobre o fato geopolítico mais relevante do ano: a invasão dos EUA à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O posicionamento do pastor surge em meio a uma intensa polarização entre evangélicos brasileiros.

Crítica ao imperialismo e à ditadura

Zé Bruno afirmou que não consegue “aplaudir uma ditadura” nem celebrar a ação militar de uma potência que invade territórios conforme sua própria conveniência. Para o líder religioso, a Igreja não deve se vender à lógica de “justiceiros humanos”, mas sim manter-se fiel ao Evangelho.

Conforme publicado em seu perfil no Instagram, o pastor classificou o apoio de cristãos à violência como uma fé que apenas “dá banho na bactéria”. O termo refere-se a fiéis que mantêm rituais religiosos, mas conservam o ódio e o desejo de morte em seus discursos, especialmente em comentários nas redes sociais.

A captura de Maduro e a intervenção americana em 2026 colocaram as lideranças evangélicas em um tabuleiro complexo. Enquanto parte do segmento celebra a queda do regime chavista como uma vitória espiritual, vozes como a de Zé Bruno alertam para o perigo da idolatria política. O pastor defende que nem o imperialismo norte-americano, nem regimes totalitários representam o Reino de Deus.

Durante a ministração, Zé Bruno antecipou que seria alvo de ataques por não escolher um dos lados do conflito político. Segundo ele, o “discípulo de Cristo” deve orar pelos inimigos e não se deixar seduzir por novos líderes que se apresentam como libertadores humanos, pois estes também seriam prisioneiros do pecado.

 

 

 



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