SÃO PAULO (SP) — A apresentadora e cantora Mara Maravilha utilizou o impacto de sua participação na manifestação “Acorda Brasil”, em Brasília, para anunciar oficialmente sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo estado de São Paulo. O anúncio ocorre em meio ao aniversário da capital paulista e reforça a guinada conservadora da artista.
“Patriota e debaixo de chuva”
Mara sinaliza que sua presença no ato liderado pelo deputado Nikolas Ferreira foi um gesto de patriotismo e compromisso com a democracia.
Durante a caminhada, a artista chamou a atenção ao carregar uma bandeira que mesclava o pavilhão brasileiro com o dos Estados Unidos, sinalizando sua preferência ideológica pela direita. “Eu sou mara maravilha, de origem humilde, baiana, mas acima de tudo brasileira”, afirma no vídeo.
Embora ainda não esteja filiada a nenhum partido, Mara escreve que seu objetivo é ser a “primeira senadora baiana eleita pelo Estado de São Paulo”.
Ela sinaliza que a chuva que atingiu os manifestantes na capital federal foi uma “chuva de bênção” e afirma que sua voz contribuirá para que o Brasil seja valorizado internacionalmente. A apresentadora escreve que, como milhões de nordestinos, sente-se acolhida por São Paulo e deseja retribuir no legislativo.
A força do público evangélico
A trajetória de Mara Maravilha tem sido marcada, nos últimos anos, por uma forte aproximação com o universo cristão.
A artista afirma sua fé por meio de álbuns gravados pela Line Records e sua recente participação na Marcha para Jesus em 2025. Mara sinaliza que pretende mobilizar essa base eleitoral, unindo sua história no entretenimento ao discurso de valores e defesa da pátria.
O anúncio de Mara Maravilha reflete a consolidação da “celebridade política” como peça-chave no tabuleiro eleitoral brasileiro. Geopoliticamente, São Paulo continua sendo o maior colégio eleitoral e o principal palco de disputa entre o centro-direita e a direita conservadora.
Ao se posicionar como uma imigrante nordestina de sucesso que defende bandeiras patrióticas e cristãs, Mara tenta unificar dois grandes blocos eleitorais: o voto evangélico e o voto migrante, que historicamente define eleições no estado.
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