BRASIL — O produtor musical e pastor Wesley Ros publicou um vídeo em seu perfil oficial no Instagram nesta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, analisando a música “Auê (A Fé Ganhou)”.
Embora tenha elogiado a qualidade técnica e o projeto missionário dos envolvidos, Ros criticou duramente a estética visual e o que chamou de “pauta ideológica” na obra de Marco Telles e do Coletivo Candieiro.
Wesley Ros afirmou que a principal falha da obra está na comunicação e na “aparência do mal”.
Segundo o produtor, o vídeo utiliza elementos visuais que remetem diretamente a religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, gerando confusão no público cristão.
“A comunicação não é sobre o que você fala, é sobre o que o outro entende. Você tem uma vestimenta vermelha para lembrar uma pomba gira com um cordão que vai lembrar um Oxóssi. É o que parece”, pontuou o pastor em sua análise.
O que Wesley Ros disse sobre o conteúdo da canção?
Apesar de classificar a musicalidade como “incrível” e elogiar o trabalho missionário “Rio de Esperança”, Ros afirmou que os autores apresentaram o banquete, mas esqueceram o dono.
“Vocês apresentaram o grande banquete. Só esqueceu de apresentar Jesus, o dono do banquete”, declarou.
O produtor também confrontou o uso de pautas sociais e raciais na letra e na estética do grupo. Para Ros, o Evangelho deve focar na salvação de todos e não em “pautas psolistas ou socialistas” que, em sua visão, dividem para dominar.
Assista a análise de Wesley Ros
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Comparação com o grupo Rebanhão
Durante o vídeo, Wesley Ros citou o mineiro Janires, fundador da banda Rebanhão, como exemplo de quem usou ritmos nordestinos sem perder o foco cristão.
Ele destacou que é possível usar a cultura regional, como o baião e a zabumba, para “esfregar Jesus na cara das pessoas”.
Pontos principais da análise de Wesley Ros:
- Musicalidade: Elogiou o uso de flautas, pianos e arranjos técnicos.
- Projeto Missionário: Enalteceu o trabalho voluntário da intérprete Ana Heloísa no Amazonas.
- Estética Visual: Criticou roupas e acessórios que lembram guias e entidades espirituais não cristãs.
- Mensagem: Afirmou que a música funciona como canção profética ou de comunhão, mas falha como louvor por não focar em Deus.
A repercussão da análise de Wesley Ros movimentou o mundo gospel e reacendeu o debate sobre limites estéticos na música cristã.
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