Música

Wesley Ros quebra o silêncio e entrega a melhor análise sobre o clipe ‘Auê (A Fé Ganhou)’

Wesley Ros questiona falta de comunicação clara e associação visual com matrizes africanas no projeto de Marco Telles.

Por Izael Nascimento • Publicado em 04/02/2026 às 16h38
Montagem mostra Wesley Ros em close usando óculos e, ao lado, cena de show/clipe com cantor barbado ao microfone e mulher de vermelho ao fundo.
Wesley Ros e trecho do clipe “Auê (A Fé Ganhou) – Ao Vivo”.

BRASIL — O produtor musical e pastor Wesley Ros publicou um vídeo em seu perfil oficial no Instagram nesta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, analisando a música “Auê (A Fé Ganhou)”.

Embora tenha elogiado a qualidade técnica e o projeto missionário dos envolvidos, Ros criticou duramente a estética visual e o que chamou de “pauta ideológica” na obra de Marco Telles e do Coletivo Candieiro.

Wesley Ros afirmou que a principal falha da obra está na comunicação e na “aparência do mal”.

Segundo o produtor, o vídeo utiliza elementos visuais que remetem diretamente a religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, gerando confusão no público cristão.

“A comunicação não é sobre o que você fala, é sobre o que o outro entende. Você tem uma vestimenta vermelha para lembrar uma pomba gira com um cordão que vai lembrar um Oxóssi. É o que parece”, pontuou o pastor em sua análise.

O que Wesley Ros disse sobre o conteúdo da canção?

Apesar de classificar a musicalidade como “incrível” e elogiar o trabalho missionário “Rio de Esperança”, Ros afirmou que os autores apresentaram o banquete, mas esqueceram o dono.

“Vocês apresentaram o grande banquete. Só esqueceu de apresentar Jesus, o dono do banquete”, declarou.

O produtor também confrontou o uso de pautas sociais e raciais na letra e na estética do grupo. Para Ros, o Evangelho deve focar na salvação de todos e não em “pautas psolistas ou socialistas” que, em sua visão, dividem para dominar.

Assista a análise de Wesley Ros

Comparação com o grupo Rebanhão

Durante o vídeo, Wesley Ros citou o mineiro Janires, fundador da banda Rebanhão, como exemplo de quem usou ritmos nordestinos sem perder o foco cristão.

Ele destacou que é possível usar a cultura regional, como o baião e a zabumba, para “esfregar Jesus na cara das pessoas”.

Pontos principais da análise de Wesley Ros:

  • Musicalidade: Elogiou o uso de flautas, pianos e arranjos técnicos.
  • Projeto Missionário: Enalteceu o trabalho voluntário da intérprete Ana Heloísa no Amazonas.
  • Estética Visual: Criticou roupas e acessórios que lembram guias e entidades espirituais não cristãs.
  • Mensagem: Afirmou que a música funciona como canção profética ou de comunhão, mas falha como louvor por não focar em Deus.

A repercussão da análise de Wesley Ros movimentou o mundo gospel e reacendeu o debate sobre limites estéticos na música cristã.

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