SÃO PAULO (SP) — O pastor e advogado Fabiano Zettel, ligado à Igreja Batista da Lagoinha, se entregou à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (04/03).
Zettel é um dos alvos centrais da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de corrupção, fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.
Por que o pastor Fabiano Zettel foi preso pela Polícia Federal?
Zettel teve a prisão preventiva decretada pela Justiça sob a acusação de integrar um grupo suspeito de movimentar quantias bilionárias por meio de títulos de crédito fraudulentos.
A investigação aponta que o esquema servia para alimentar operações de lavagem de capitais e manipulação de mercado no sistema financeiro nacional.
Na mesma operação, o cunhado de Zettel, o banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), também foi preso em São Paulo.
Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram bloqueados R$ 22 bilhões em bens dos envolvidos, em uma das maiores medidas de sequestro de valores da história recente da Polícia Federal.
Qual a ligação de Fabiano Zettel com a Igreja Batista da Lagoinha?
Fabiano Zettel possui forte trânsito no meio cristão. Ele integrou a Igreja Bola de Neve no passado e, atualmente, mantém ligação ministerial com a Igreja Batista da Lagoinha, onde atuava como pastor.
Zettel é conhecido por unir o discurso religioso ao empreendedorismo, sendo o fundador da Moriah Asset, gestora com portfólio superior a R$ 1,8 bilhão.
Além da atuação eclesiástica, o pastor ganhou projeção política em 2022 ao figurar como um dos principais doadores das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
No mundo corporativo, ele lidera investimentos em redes famosas, como a Oakberry e o Grupo Frutaria, focando no setor de bem-estar e wellness.
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O que diz a defesa do pastor?
Em nota oficial enviada à imprensa, os advogados de Fabiano Zettel afirmaram que o pastor se apresentou voluntariamente à Superintendência da PF e está à inteira disposição das autoridades.
A defesa ressaltou que, até o momento, não teve acesso integral ao objeto das investigações da Justiça.
A Operação Compliance Zero conta com o apoio técnico do Banco Central para analisar as movimentações suspeitas. As investigações continuam para identificar outros beneficiários do esquema que, segundo a PF, operava com total ausência de controles internos nas instituições envolvidas.
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