GOIÂNIA (GO) — A cantora gospel Fernanda Oliver, figura central nas manifestações em frente ao Quartel-General do Exército em 2022, teve o desfecho de seu processo na Operação Lesa-Pátria anunciado nesta segunda-feira (9).
O veredito de encerramento foi celebrado publicamente durante um culto em Goiânia, onde o pastor da congregação declarou a cantora como “inocentada”.
Fernanda Oliver tornou-se uma das faces mais conhecidas dos protestos ocorridos após as eleições de 2022. Detida em agosto de 2023, a artista permaneceu meses sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Em setembro de 2024, para evitar o prosseguimento da ação penal, a cantora firmou um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Como parte dos termos do acordo, Fernanda confessou a prática de crimes de incitação e associação criminosa, além de se comprometer ao pagamento de uma multa de R$ 5 mil e à realização de 150 horas de serviços comunitários.
A artista também cumpriu a determinação judicial de manter suas redes sociais desativadas, um ponto frequentemente lamentado por sua base de apoiadores, que considerava o bloqueio como um dos impactos mais severos de sua participação nos eventos de 2022.
No vídeo divulgado nas redes sociais, o pastor que acompanhava a cantora no altar enfatizou a narrativa de uma suposta injustiça cometida contra ela durante o período do processo.
A fala gerou um movimento de celebração entre os presentes, apresentando o fim das obrigações judiciais como uma “libertação” e vindicação divina. Com o cumprimento dos requisitos estipulados pelo STF, a cantora encerra seu vínculo com a esfera penal referente à participação nos atos da Operação Lesa-Pátria.
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