Justiça

Justiça condena Silas Malafaia a pagar R$ 120 mil a ex-governador da Bahia

A condenação inicial havia sido fixada em R$ 30 mil. No entanto, após recurso, o TJBA decidiu aumentar o valor para R$ 120 mil.

Por Micael Batista • Publicado em 21/05/2026 às 07h40
Pastor Silas Malafaia sentado em escritório, falando à câmera, com estantes de livros ao fundo.
Silas Malafaia durante gravação em seu escritório. | Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) condenou o pastor Silas Malafaia ao pagamento de R$ 120 mil por danos morais ao ex-governador da Bahia, Rui Costa, após declarações feitas durante a pandemia da Covid-19.

A decisão foi proferida pela Terceira Câmara Cível do TJBA no julgamento da Apelação Cível nº 8140432-80.2021.8.05.0001.

Segundo o processo, Rui Costa acionou a Justiça após a divulgação de um vídeo publicado por Malafaia em 2020, no auge da pandemia, em que o pastor afirmava que o então governador teria perseguido e demitido uma médica por motivos ideológicos ligados ao tratamento da Covid-19.

O vídeo citado no acórdão tinha o título:

“Denúncia Gravíssima! Governador da Bahia do PT quer mais que os baianos morram! Cretino!”

Na decisão, os desembargadores entenderam que houve abuso da liberdade de expressão e divulgação de informações falsas sem comprovação mínima.

O acórdão destaca ainda frases atribuídas ao pastor durante a gravação, entre elas:

  • “O governador da Bahia não está nem aí para a vida dos baianos”;
  • “Esquerdopata”;
  • “A política é mais importante que a vida das pessoas”;
  • “Só tem interesses pessoais e mesquinhos”.

De acordo com o tribunal, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram diretamente a honra e a imagem do então chefe do Executivo estadual.

A condenação inicial havia sido fixada em R$ 30 mil pela 3ª Vara Cível e Comercial de Salvador. No entanto, após recurso apresentado por Rui Costa, o TJBA decidiu aumentar o valor para R$ 120 mil.

No voto, a relatora destacou que Malafaia possui milhões de seguidores e grande alcance nacional, circunstância que exige “dever reforçado de cautela” na divulgação de acusações públicas.

“Quanto maior o poder de influência, maior a responsabilidade no manejo da informação”, afirmou a magistrada no acórdão.

A decisão também menciona outro processo envolvendo Malafaia e o deputado federal Marcelo Freixo, no qual o pastor já havia sido condenado anteriormente por declarações consideradas ofensivas e falsas durante o período eleitoral.

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