RIO DE JANEIRO (RJ) — A cantora gospel Rose Nascimento e seu esposo, João Azeredo, estão no centro de uma disputa judicial que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo informações divulgadas pela coluna Daniel Nascimento (do jornal O Dia), o casal responde a uma ação que apura o suposto não pagamento de aluguéis e encargos de um imóvel utilizado para as atividades da Igreja Evangélica Deus do Impossível (IEDI), fundada por eles em Campo Grande.
O contexto da ação
O processo, que teve início a partir de um contrato firmado em 2012, aponta que o valor do aluguel teria atingido cerca de R$ 7.000 mensais.
De acordo com o autor da ação, teriam ocorrido interrupções nos pagamentos a partir de junho de 2021, totalizando, segundo o pleito, aproximadamente 25 meses de atraso, além de pendências referentes a despesas como IPTU, água e luz.
Defesa e entraves processuais
A defesa de Rose Nascimento e João Azeredo contesta os valores, alegando que a cobrança é abusiva. Um ponto que tem chamado a atenção no andamento do caso é o pedido de gratuidade de justiça feito pelo casal, que alegou não possuir condições de arcar com as custas processuais.
No entanto, o benefício foi indeferido pela Justiça em primeira instância, sob o argumento de ausência de provas que sustentassem a alegação de insuficiência financeira.
Além disso, a tentativa da defesa de realizar uma perícia contábil foi rejeitada por ter sido apresentada fora do prazo legal. Atualmente, o caso encontra-se em segunda instância (TJ-RJ).
O tribunal determinou que, para prosseguir com a análise do pedido de gratuidade, os réus apresentem documentos comprobatórios, como extratos bancários e declaração de Imposto de Renda.
Status do processo
É importante ressaltar que, até o presente momento, não há condenação definitiva. A disputa gira em torno da apuração de uma possível inadimplência.
Com a fase de instrução encerrada, o Judiciário deve definir se as provas apresentadas pelo autor da ação são suficientes para comprovar os atrasos alegados.
O espaço permanece aberto para que as partes envolvidas, ou suas assessorias jurídicas, possam se manifestar sobre os pontos levantados na ação.
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