Política

“Eu não tenho criminosos”: Apóstolo rebate expressão utilizada pelo presidente Lula

Valdemiro Santiago manifestou sua indignação e defendeu que a fé cristã não compactua com a criminalidade

Por Caio Rangel • Publicado em 03/06/2026 às 08h47 • Atualizado em 03/06/2026 às 08h48
Valdemiro Santiago aparece sentado diante de uma Bíblia aberta durante transmissão religiosa, usando chapéu preto e camisa com detalhes estampados.
Valdemiro Santiago durante transmissão de mensagem religiosa em estúdio. (Foto: Reprodução)

O apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, utilizou o culto deste último domingo (31) para criticar uma fala recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o crime organizado.

O religioso se mostrou indignado com o uso da expressão “nossos criminosos”, termo que repercutiu negativamente entre diversos setores da sociedade na última semana.

A crítica do líder religioso

Sem mencionar diretamente o nome do presidente, mas deixando claro a quem se referia, o apóstolo classificou a declaração como “absurda”.

Valdemiro refutou veementemente a ideia de que o povo brasileiro pudesse ser associado a infratores da lei através do pronome possessivo. “Eu não tenho criminosos não”, afirmou o líder durante a mensagem, gerando forte reação dos fiéis presentes.

Salvação versus defesa do crime

Além de contestar a fala política, o apóstolo aproveitou o momento para reafirmar a doutrina cristã sobre o arrependimento. Embora tenha pontuado que a fé permite a salvação de qualquer indivíduo que decida abandonar a vida ilícita e se converter, Valdemiro foi enfático ao condenar qualquer tentativa de atenuar ou defender a criminalidade.

Para o líder religioso, a benevolência cristã não pode ser confundida com a complacência com o crime. Segundo ele, o caminho para o perdão é o arrependimento genuíno e a mudança de conduta, e não a normalização ou proteção daqueles que agem fora da legalidade.

Repercussão

As críticas de Valdemiro Santiago somam-se a uma série de questionamentos de lideranças religiosas sobre os posicionamentos do governo em temas sensíveis à segurança pública.

A postura do apóstolo reflete o sentimento de parte do segmento evangélico, que vê no combate firme à criminalidade um dos pilares necessários para a manutenção da ordem e dos valores da família.

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