Cantor

“Defender o outro não enfraquece minha fé”: Kleber Lucas repudia ataques a terreiros

Em forte desabafo, cantor gospel relembra infância plural em comunidade e afirma que combater a violência religiosa é uma obrigação

Por Caio Rangel • Publicado em 22/06/2026 às 09h57
O cantor gospel Kleber Lucas sorri para a câmera em um retrato ao ar livre, apoiando a mão no queixo.
Kleber Lucas em imagem de divulgação compartilhada durante sua trajetória na música cristã brasileira. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO (RJ) — O cantor, compositor e pastor Kleber Lucas voltou a se posicionar firmemente na vanguarda do debate sobre direitos civis e convivência pacífica no Brasil.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o artista renovou seu engajamento público no combate à intolerância religiosa, saindo em defesa da integridade dos terreiros de candomblé e umbanda, que historicamente sofrem com episódios de violência urbana.

Da Infância em São Gonçalo ao Ativismo Social

No depoimento, Kleber Lucas recorreu às suas origens na Região Metropolitana do Rio para explicar sua facilidade em dialogar com a pluralidade cultural. “Apesar de ser pastor e viver minha experiência dentro do cristianismo, eu fui criado dentro de um ambiente muito diverso e plural, ali no Morro da Coreia, em São Gonçalo”, pontuou o cantor.

Ele ressaltou que vem desenvolvendo trabalhos de mídia e ações sociais focadas em frear as expulsões de pais e mães de santo de suas respectivas comunidades periféricas.

O Alerta Contra a Perseguição Escolar

O pastor chamou a atenção para um problema que atinge a base familiar: a discriminação sofrida por crianças de matriz africana dentro do ambiente escolar devido ao uso de guias ou símbolos de sua fé. “Falar isso não é apenas querer ter um perfil ou um recorte sobre suas ideias, é saber conviver dentro dessa pluralidade”, defendeu.

Kleber concluiu afirmando que o Estado laico precisa assegurar a paz para todos, sob a premissa de que a agressão a uma denominação coloca em risco a liberdade de todo o corpo civil, inclusive a dos evangélicos.

A manifestação do cantor reafirma sua identidade como uma das poucas lideranças do primeiro escalão gospel dispostas a cruzar as linhas dogmáticas em nome dos direitos humanos.

Embora sua postura ecumênica costume atrair severas críticas de alas mais conservadoras e exclusivistas da igreja, o posicionamento ganha o apoio de defensores das liberdades democráticas.

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