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“Igreja não é arquibancada” Pastor Osiel Gomes repudia Copa do Mundo no templo

Presidente da AD Tirirical (MA) condena a perda de temor na igreja e afirma que líderes não podem transformar o espaço de adoração

Por Caio Rangel • Publicado em 22/06/2026 às 10h43
Pastor Osiel Gomes ministra uma mensagem diante da congregação enquanto segura um microfone e faz um gesto com as mãos durante a pregação.
Pastor Osiel Gomes durante ministração em culto, compartilhando ensinamentos bíblicos para os fiéis. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS (MA) — O avanço de estratégias de entretenimento e o loteamento ideológico dentro dos templos sofreram uma das mais duras e contundentes resistências vindas do Nordeste brasileiro.

O pastor Osiel Gomes, respeitado escritor teológico e presidente da Assembleia de Deus em Tirirical, subdistrito de São Luís (MA), viralizou nas plataformas digitais ao desabafar e reprimir severamente a postura de líderes que utilizam a estrutura eclesiástica para transmissões da Copa do Mundo de 2026 e palanques políticos.

O Altar Não É Arquibancada e Nem Palanque

Durante uma ministração marcada por forte apelo à ortodoxia pentecostal, o pastor Osiel Gomes não escondeu sua indignação com a perda do temor e da reverência litúrgica nas congregações contemporâneas. “Eu fico pensando como é que pastor entrega a igreja pra política, mistura a igreja com a Copa do Mundo. Agora fazer da igreja palco?”, disparou o líder maranhense.

Gomes deixou claro que sua crítica não visa a vida privada do fiel, mas sim a profanação do espaço coletivo de adoração com bandeiras, gritos de torcida e campanhas eleitorais.

Separação Rígida Entre Igreja e Mundo

O líder assembleiano enfatizou que a mistura de elementos seculares sob o pretexto de “comunhão” ou engajamento social desfigura a essência da mensagem da cruz.

“Você assiste o que você quiser. Agora não misture as coisas de Deus. As coisas do mundo são coisas do mundo. Jesus não negociou para deixar a igreja dele misturada com o mundo”, asseverou Osiel, ecoando o pensamento da ala mais tradicional da denominação, que enxerga o santuário como um reduto exclusivo de santidade, oração e exposição bíblica.

As declarações do pastor Osiel Gomes servem como um contraponto direto a eventos recentes de grande repercussão, como igrejas que acoplaram o torneio mundial a rodas de pagode ou líderes que usam o púlpito como termômetro eleitoral.

A manifestação do ministro do Maranhão lembra que, para o pentecostalismo clássico, a soberania e a herança de Deus não se moldam às conveniências do mercado cultural.

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