Igreja

Não foi a IPB: saiba qual Igreja Presbiteriana aprovou pastores LGBTQIAPN+

Medida foi adotada pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, denominação diferente da Igreja Presbiteriana do Brasil, ligada ao Mackenzie.

Por Izael Nascimento • Publicado em 24/07/2026 às 09h24
Líderes religiosos e fiéis participam de celebração diante do altar em uma igreja
Líderes religiosos e fiéis reunidos durante celebração em uma igreja. (Foto: Reprodução)

Uma decisão envolvendo a inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ em comunidades presbiterianas ganhou repercussão e provocou dúvidas entre evangélicos. Afinal, qual Igreja Presbiteriana aprovou receber essas pessoas como membros e permitir que também exerçam o pastorado?

A medida foi adotada pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, conhecida pela sigla IPU. A denominação é diferente da Igreja Presbiteriana do Brasil, a IPB, que possui uma estrutura própria e mantém ligação histórica com o Instituto Presbiteriano Mackenzie.

Decisão foi tomada pela IPU

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil discutiu o assunto durante sua assembleia geral, realizada entre os dias 17 e 19 de julho de 2026, em Salvador, na Bahia.

O parecer aprovado reconhece que as igrejas locais podem receber pessoas LGBTQIAPN+ como membros. Também abre a possibilidade de atuação pastoral, desde que sejam observados os critérios de vocação, formação e reconhecimento ministerial exigidos pela denominação.

A decisão, contudo, não estabelece uma interpretação doutrinária obrigatória e uniforme para todas as congregações da IPU.

Igrejas locais mantêm autonomia

O modelo aprovado preserva a autonomia das comunidades locais. Congregações que adotam uma interpretação inclusiva poderão receber membros LGBTQIAPN+ e encaminhá-los ao ministério pastoral.

As igrejas que possuem reservas teológicas não serão obrigadas a modificar sua compreensão sobre sexualidade. Mesmo assim, deverão respeitar compromissos mínimos contra discriminação, discursos de ódio e violência espiritual.

O documento também rejeita práticas que prometam alterar a orientação sexual de uma pessoa, frequentemente chamadas de “terapias de reversão” ou “cura gay”.

IPU não é a mesma denominação que a IPB

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil foi organizada em 1978 e reúne igrejas de tradição reformada com ênfase no ecumenismo, na atuação social e na autonomia comunitária.

Portanto, a decisão não foi tomada pela Igreja Presbiteriana do Brasil e não se aplica automaticamente a todas as igrejas que utilizam o nome presbiteriano.

Manchetes que mencionam apenas “Igreja Presbiteriana” podem levar o público a acreditar que todo o segmento adotou a mesma posição. O correto é identificar expressamente a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

Correções: Encontrou algum erro? Entre em contato com a redação pelo e-mail contato@ofuxicogospel.com.br.



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