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Igreja

Calote em aluguel gera ordem de despejo contra Lagoinha da Barra da Tijuca

Igreja acumula dívida de R$ 150 mil por mês, perde fornecimento de água e luz e recorre a gerador para manter cultos

Por Caio Rangel • Publicado em 21/08/2026 às 12h19
Fachada da Igreja Lagoinha Barra, com entrada coberta, jardim e logomarca da igreja.
Fachada da Igreja Lagoinha Barra. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO (RJ) — A locação de uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados localizada na Avenida Ayrton Senna, no bairro da Barra da Tijuca, transformou-se em um complexo litígio imobiliário e contratual.

O espaço, pertencente ao complexo da academia Rio Sport Center, foi arrendado em agosto de 2024 para abrigar a sede regional da Igreja Batista da Lagoinha da Barra da Tijuca, denominação de origem mineira ligada à família Valadão.

O conflito envolve alegações de inadimplência financeira, notificação extrajudicial de despejo e a intervenção de autoridades policiais.

Alegações de inadimplência e corte de suprimentos

De acordo com os administradores do imóvel, o contrato de locação vinha sendo marcado por recorrentes atrasos no pagamento dos aluguéis avençados — cujo valor mensal estipulado gira em torno de R$ 150 mil.

Diante do acúmulo de débitos e do descumprimento das cláusulas contratuais, a proprietária notificou a instituição religiosa sobre a resolução do contrato e procedeu ao encerramento do fornecimento de água e energia elétrica do perímetro.

A medida administrativa tinha como objetivo interromper as atividades públicas no local. Contudo, segundo relatos encaminhados por representantes do terreno, lideranças do ministério local, incluindo o pastor Vitão e sua equipe de apoio, viabilizaram a instalação de um gerador de grande porte — introduzido no espaço por sobre o muro de um imóvel vizinho após a entrada principal ter sido bloqueada e inspecionada pela polícia.

Manutenção dos cultos e posição dos envolvidos

A Igreja Batista da Lagoinha da Barra da Tijuca permanece realizando suas reuniões e cultos congregacionais no local com o auxílio da fonte autônoma de energia.

Os proprietários da área sustentam que não houve comunicação transparente da liderança da igreja aos membros sobre a ordem de desocupação e que as medidas judiciais de reintegração de posse estão em andamento.

Procurado para esclarecer os fatos, o pastor Vitão declarou que as acusações divulgadas “não condizem com a realidade total dos fatos” e encaminhou a demanda para o corpo jurídico responsável pela defesa da instituição.

Fonte: Luiz Henrique Oliveira- Portal Leo Dias

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